quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

AS CAVAS GRAMONA


Há 125 anos a família Gramona produz cavas e vinhos de excelente qualidade. Localizada na região de Penedès, Catalunha, com 40 hectares de videiras, procura expressar o terroir em cada uma de suas cinco fincas. Além das uvas conhecidas como Pinot Noir e Chardonnay, cultivam a uva Xarel.lo, que é uma das mais antigas da região. Todas as cavas são produzidas pelo método tradicional, champenoise, em que a segunda fermentação se dá dentro da garrafa.

Ana Lopez Lidon, enóloga e responsável pela exportação, esteve em Curitiba na semana passada, para apresentar seus rótulos. A convite da importadora Porto a Porto, tivemos o prazer de conhecê-la e degustar suas cavas em um almoço especialmente preparado no restaurante Aire pelo chef, também espanhol, Javier Ruiz. Ela nos contou que a Gramona já existiu no Brasil, em Jundiaí, nos anos 50, e por 20 anos produziram um espumante chamado Gramon.

batatas arrugadas

Começamos o almoço degustando a cava Gramona Allegro – Brut Reserva que acompanhou tapas: croquetas de roquefort, crocantes de camarão, ovos estrelados e batatas arrugadas. Esta cava é produzida com as uvas Macabeo, Xarel.lo e Parellada, ficando 18 meses na garrafa (preço em lojas: R$70,00). É bem fresca, com boa acidez, boa perlage, aromas de maçã e limão, ideal para aperitivos.

A entrada foi uma salada de folhas verdes, jamon e queijo que foi acompanhada pelo vinho branco Gramona Font Jui Xarel.lo 2005. Vinho de boa acidez, 12% de álcool, com 100% de uva Xerel.lo. Envelhece quatro meses em barrica nova de carvalho francês e mais quatro anos na garrafa. Esta uva cresce num vinhedo de apenas quatro hectares e com mais de 40 anos de idade. Combina bem com peixes e carnes brancas em geral. Custa para o consumidor cerca de R$90,00.


Um namorado com asadillo de vegetais e vinagrete de cenoura e nabo foi servido com a cava Gramona Rosé Pinot Noir – Reserva Brut. É 100% Pinot Noir com dois anos de envelhecimento na garrafa. Muito aromática e combina bem com pratos de cogumelos. Na loja custa R$ 140,00.

Degustamos ainda mais duas cavas: Gramona Imperial 2005 – Gran Reserva Brut (R$ 180,00) e Gramona III Lustros 2003 – Gran Reserva Brut (R$200,00). Estas duas se comparam em qualidade a um champagne francês. Ótima perlage, acidez e persistência. A Imperial é feita 50% de uvas Xalel.lo, 40% Macabeo e 10% Chardonnay e fica três a quatro anos envelhecendo na garrafa. A Lustros III 2003 descansa por cinco anos e é produzida com 70% de uvas Xalel.lo e 30% Macabeo. Muito aromática, notas caramelo, café com leite e frutas secas. Perlage bem fina e persistente. Uma delícia!


O almoço ainda prosseguiu com um prato de leitão confitado no azeite de ervas, maçã e batata mortero. Foi acompanhado pelo Marques de Tomares Dona Carmen Reserva tinto 2002.

A sobremesa era um zambaione com açafrão, azeite de oliva, um creme de chocolate 70% cacau e tostaditas. Deliciosa e combinou bem com o Madeira Justino's Colheita 1995.

Chef Javier Ruiz, o autor dos pratos.

Serviço:
Aire Restaurante:
Rua Ébano Pereira, Curitiba.
Telefone: 41 3077- 8161.

2 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

É Ana,tenho muiiiito a aprender com vc e seu blog! Ainda bem, né? Cada vez que vc escreve uma receita, publica fotos do que degustou por aí, fico aqui só imaginando e "salivando" rsrsrs
Beijuuss mineiros
Regina
www.toforatodentro.blogspot.com

Ana Teresa Londres disse...

Oi Regina, aproveite, saboreie e tente fazer alguma receita se der vontade. A grande dificuldade de toda esta salivação é manter o peso, mas vou tentando não abusar.
Vi outro dia num blog uma receita de pão de queijo que imagino ser muito boa. Vou testar e dp eu conto.
abç
Ana