Mostrando postagens com marcador Obesidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Obesidade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MUITO ALÉM DO PESO

Documentário sobre obesidade infantil tem pré-estreia em São Paulo, dia 12 de novembro, no auditório do Parque Ibirapuera. A entrada é franca. Assista o trailer no vídeo abaixo.



terça-feira, 5 de junho de 2012

CONVERSANDO COM O PEDIATRA

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está com um site dirigido aos pais. São assuntos variados, desde a gestação até a adolescência.
Esta semana saiu uma matéria sobre obesidade infantil que transcrevo abaixo. Vale a pena conhecer o site: Conversando com o Pediatra

Obesidade
Departamento de Endocrinologia da SBP

Como saber se meu filho está com sobrepeso ou obeso?
Obesidade e Sobrepeso são situações onde existe excesso de tecido gorduroso, sendo que a diferença entre elas está na intensidade desse excesso. Uma maneira prática para sabermos se uma criança está acima da faixa de peso saudável é através do índice de massa corporal (IMC). Existem curvas de IMC para meninas e meninos e os valores de IMC que definem peso adequado, sobrepeso e obesidade são diferentes para cada idade. O pediatra que acompanha seu filho deve preencher essas curvas a cada consulta.
Quais as causas da obesidade em crianças e adolescentes?
É comum os pais pensarem que o excesso de peso da criança decorra de algum problema hormonal. Apesar de possível, essa é uma situação rara. Na maioria das vezes ele resulta de hábitos alimentares inadequados e sedentarismo. Os erros alimentares mais comuns que podem levar ao excesso de peso são: pular refeições, em especial o café da manhã (com excesso compensatório nas refeições seguintes); substituição das frutas por “calorias vazias” (doces, biscoitos recheados e salgadinhos) nos lanches e sobremesas; poucas verduras e legumes; excesso de massas e frituras nas refeições principais ou substituí-las fast foods. Cerca de 60% das crianças e adolescentes brasileiros tem menos de 3 horas de atividade física por semana. Apesar da genética poder predispor o indivíduo ao excesso de peso, ela só se manifesta se o ambiente permitir, ou seja, se a criança tiver uma dieta inadequada e/ou pouca atividade física. Como tanto as necessidades como o gasto calórico são diferentes de pessoa para pessoa, é fundamental reconhecer os limites individuais de cada criança, para que ela tenha seu ganho de peso e crescimento adequados, o que é feito durante as consultas pediátricas.

Quais as consequências da obesidade?

O excesso de peso é sempre uma questão de saúde. Atualmente, cerca de 80% das crianças e adolescentes obesos se tornam adultos obesos, mas essa previsão pode e precisa ser mudada. A obesidade nessa faixa etária pode causar elevação dos níveis de gordura e de açúcar no sangue (predispondo alguns a um risco maior de diabetes tipo 2), aumento da pressão arterial, dores nas pernas, maior risco de fraturas ósseas, problemas de relacionamento social e até depressão.

Como evitar o excesso de peso na infância?

Para que a criança tenha um adequado ganho de peso são importantes cuidados desde o nascimento: manter o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses; seguir as orientações do pediatra no momento do desmame; pais, responsáveis e escolas devem dar exemplo, reforçar e incentivar hábitos alimentares saudáveis, como não pular refeições, comer frutas e sempre ter verduras e legumes no almoço e jantar; evitar excesso de guloseimas, frituras e fast foods; assim como propiciar regularidade na atividade física. Para garantir a saúde e detectar precocemente um inadequado ganho de peso e evitar a obesidade, todas as crianças e adolescentes devem manter visitas regulares ao pediatra durante toda a fase de crescimento.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MEDICAMENTOS PROIBIDOS


Já se passaram 10 dias, mas nunca é tarde para continuar as informações. Na última postagem falei da reunião da ANVISA. O resultado foi a proibição dos medicamentos emagrecedores (anorexígenos) derivados de anfetamina. A Sibutramina ainda permanece no mercado, mas com mais algumas restrições. Além do receituário especial B2, o que já era necessário, o paciente terá que assinar um documento com explicações sobre os efeitos colaterais. Estes efeitos terão que ser informandos à ANVISA. Daqui há um ano, o assunto será novamento debatido.

Uma comissão médica entrou com uma liminar no Conselho Federal de Medicina contra estas medidas.

Leia sobre o assunto no link do R7 ou no site da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

REUNIÃO PÚBLICA NA ANVISA CONTRA OS INIBIDORES DE APETITE

Desde o mês de fevereiro, a ANVISA ameça suspender todos os inibidores de apetite existentes no mercado. Alguns deles existem há mais de 40 anos. O último a surgir, a Sibutramina, foi há 15 anos. Por coincidência, o banimento vem junto com a queda da patente deste medicamento.

Toda a classe médica vem se mobilizando contra esta medida. Só aos médicos cabe a decisão do que, para quem e quando prescrever os medicamentos.  Esta medida impositiva da ANVISA, sem levar em conta os argumentos médicos, fere a todos nós. É um desrespeito ao papel do médico e ao paciente que necessita das medicacões.

Obesidade é uma doença grave, que hoje atinge uma grande parcela da população, e que tem consequências mais graves: Diabetes, Hipertensão arterial, Doenças Cardiovasculares como Infartos, Acidentes Vasculares Cerebrais (derrames), Câncer, entre outras.

Há 15 dias, no XV Congresso Brasileiro de Nutrologia, participei de uma mesa redonda onde a proibição dos medicamentos antiobesidade foi fartamente discutida. Copio abaixo o email que recebi da ABRAN (Associacão Brasileira de Nutrologia) sobre este assunto.

Reunião pública analisa inibidores de apetite
A Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) analisará e votará na próxima semana o Relatório Integrado sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite. O tema será discutido durante a 10ª Reunião Pública da Dicol, marcada para terça-feira (04/10) às 8h30, na sede da Anvisa.
Contrários à proibição, médicos debatem inibidores de apetite no Congresso de Nutrologia
Em uma das salas mais concorridas da 15ª edição do Congresso Brasileiro de Nutrologia, mais de 200 médicos nutrólogos se reuniram para discutir a proposta da Anvisa de proibir os medicamentos para o controle da obesidade que agem no sistema nervoso central. Especificamente, os inibidores de apetite (sibutramina, mazindol, femproporex e dietilpropiona). O debate teve o formato de mesa-redonda, e os médicos foram unânimes: a proposta é um desrespeito à autoridade do médico como prescritor, pois não leva em consideração a opinião médica sobre o assunto.
“Nós, médicos, pelo compromisso que temos para com nossos pacientes, temos o dever de nos manifestar sobre essa proposta que representa um perigo real para a saúde pública do Brasil”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Dr. Durval Ribas Filho. “Temos que agir com estratégia, fazer valer nossa responsabilidade como médicos e ajudar a Anvisa e a própria sociedade a compreender os riscos de eliminar as armas que temos disponíveis para combater a doença obesidade”, completou.
Para o Dr. Antônio Carlos Zanini, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, o estudo SCOUT tem muitas falhas e foi desenvolvido especificamente para levantar e mapear possíveis reações adversas em uma população já conhecida como de risco – para quem esses medicamentos nunca são indicados. “É inadmissível um estudo com protocolo clínico apenas para identificar efeitos colaterais. É como arrancar a perna do paciente para testar se o pino vai funcionar”, explicou.
O Dr. Zanini ainda ressaltou ainda que um dos autores do SCOUT afirmou não existir nenhum outro tratamento para obesidade a não ser a cirurgia bariátrica. Sobre isso, o Dr. Dimitri Homar lembrou que o Ministério Público do Distrito Federal está de acordo com as colocações das sociedades médicas, incluindo do Conselho Federal de Medicina (CFM) e que, como conselheiro do CRM-DF, afirmou que nunca houve no Distrito Federal nenhum óbito decorrente de um desses quatro medicamentos, comentou.
“É importante que cada um de nós leve essa preocupação e nossa posição contrária à proibição a nossos conselhos regionais, associações médicas estaduais, entidades ligadas a outras especialidades médicas e também ao poder público”, salientou o presidente da ABRAN. “Não podemos medir esforços para impedir que nossos pacientes fiquem sem opções de tratamento farmacoterápico para obesidade. Temos de nos mobilizar.”
ABRAN se mobilizou pela manutenção medicamentos desde o início.
Desde fevereiro, quando a Anvisa manifestou publicamente a proposta de banir os inibidores de apetite, a ABRAN, em defesa do direito de milhares de médicos nutrólogos brasileiros e dezenas de milhares de pacientes, manifestou-se contrária à proposta. Várias ações foram realizadas com objetivo de evitar que a proibição seja aprovada. A entidade também tem sido uma das principais fontes para a grande imprensa durante toda essa discussão.
Acompanhe as principais ações realizadas pela ABRAN até o momento:
· Iniciamos um processo de mobilização e engajamento dos médicos contra a proposta da Anvisa. Veja aqui o material
· A ABRAN colocou-se a disposição da imprensa para esclarecimento do assunto. Confira as bases da divulgação aqui
· A ABRAN oficializou sua posição junto ao presidente da Anvisa. Leia o comunicado
· Conversamos com ministros do Supremo Tribunal de Justiça, deputados federais, senadores e mobilizamos os associados para que mostrassem a sua opinião junto a este público. Confira aqui o comunicado
· Estivemos presentes com uma comissão de médicos em todas as sessões de consulta pública e audiências técnicas, com manifestações públicas da opinião da entidade. Veja como foi a participação da ABRAN nas sessões clicando aqui e também aqui
· Conversamos com as entidades envolvidas no processo: Anvisa, Ministério da Saúde, Câmara dos Deputados, Senado Federal e entidades médicas. Veja aqui
· A ABRAN convocou da imprensa para uma coletiva, às vésperas do último painel técnico sobre o tema, em Brasília. Confira aqui
· Durante todo o processo, a ABRAN manteve seus associados informados. Leia aqui mais um dos materiais divulgados
· A ABRAN referendou o seu posicionamento de defesa dos direitos dos médicos junto aos meios de comunicação. Veja as bases dos materiais divulgados
· A ABRAN também criou um abaixo-assinado contra a proposta da Anvisa. Clique aqui e assine também!
· Realizamos uma análise e, baseados em estudos, contestamos os critérios utilizados pela Anvisa para a proibição dos medicamentos para tratamento da obesidade. Confira aqui a análise
· O assunto também é o principal destaque da edição 24 do Boletim Brasileiro de Nutrologia (BBN). Confira aqui o BBN 24
· Colhemos e destacamos depoimentos de médicos sobre a polêmica. Confira aqui
A ABRAN conta com seu apoio para continuarmos firmes em defesa dos pacientes com obesidade!




domingo, 27 de junho de 2010

OBESIDADE INFANTIL


A capa da revista Veja desta semana tem como título: A SÍNDROME DO FOFÃO. Esta é a triste realidade dos consultórios pediátricos. Quando me formei, o que víamos eram crianças extremamente desnutridas, que morriam de diarréia e pneumonia. Hoje, a desnutrição foi substituída pela obesidade. Juntamente com ela, aparecem as doenças crônicas do adulto representadas pela hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias (alterações do colesterol e triglicerídeos), doenças cardiovasculares (as coronariopatias), derrames, e ainda câncer. Muitas destas doenças já estão atingindo as crianças. Este é o dia a dia do meu consultório.

Sabe-se hoje que a genética é muito importante no aparecimento da obesidade. Mais de 500 gens já foram identificados. As pessoas nascem com os gens, mas se tornarão obesos se forem expostos a um ambiente que propicie a expressão destes gens. Uma vez deflagrados, uma vez que a pessoa fique obesa, os gens sempre estarão lá querendo se expressar. Por isto se diz que mesmo que o obeso esteja magro, ele sempre será um obeso, pois sua carga genética foi ativada.

No passado, há duas ou três décadas, as crianças tinham mais espaço para brincar, gastavam energia, e a alimentação era saudável. Poucas apresentavam sobrepeso. Hoje, elas estão expostas a um ambiente obesogênico, onde a alimentação é super calórica, rica em gorduras, açúcares, sal, conservantes, corantes, e pobre em fibras e nutrientes como vitaminas e sais minerais. Muitos destas crianças com sobrepeso ou obesidade ainda apresentam deficiência de ferro, cálcio e vitaminas. Ao lado da alimentação inadequada, as crianças de hoje passam a maior parte de seu tempo em atividades sedentárias. TV, vídeo games, computador. Não brincam de bola, não andam de bicicleta, não sobem em árvores, não gastam energia e não desenvolvem os músculos, que também são importantes para aumentar o metabolismo.

As crianças precisam de limites e estes devem ser dados em casa pelos pais. As regras também são importantes no momento da refeição. Nenhum alimento deve ser proibido, mas um limite precisa ser imposto. Quanto menor a criança, maior a responsabilidade de quem cuida, de quem prepara, oferece e faz as compras da casa. Que tal refletir sobre o conteúdo dos carrinhos de supermercados? Antigamente continham basicamente arroz, feijão, carnes, legumes e frutas. Hoje, estão abarrotados de enlatados, comidas prontas, sucos adoçados, bolachas, embutidos, guloseimas e muito refrigerante.