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domingo, 28 de setembro de 2014

FEIRA SEM GLUTEN

Divulgação da Quarta Feira sem Glúten - Venha participar da feira, conhecer novos produtos sem glúten, assistir as culinárias e palestras.

As culinárias e palestras são gratuitas e a inscrição ocorre na hora no local pois não temos como reservar vagas devido a grande movimentação de pessoas no evento.

PROGRAMAÇÃO:

CURSOS CULINÁRIA

02/10/14
16h30 –  Renata Flisicoski – Torta Salgada
18h30 –  Culinária Beladri – Coxinha de Frango
20h30 – Sem Glúten – Culinária Fácil para iniciantes - Crepioca
03/10/14
14h30 – Grano Brasilis – Pão de queijo sem lactose
16h30 –  Culinária Schar – Pão multigrãos de liquidificador (Mix Pan
18h30 –  Culinária Beladri – Torta Caramelizada de Banana
20h30 – Sabor Alternativo – Pão de chia
04/10/14
14h30 – Sabor Alternativo – Torta Salgada
16h30 –  Culinária Schar – Bolo de maçã com iogurte e nozes (Mix Dolci)
18h30 –  Culinária Beladri – Pastel de Vento
20h30 – Sem Glúten - Culinária Fácil para iniciantes - Torta Liquidificador
05/10/14
14h30 – Culinária Beladri – Sonho e Bolinho de Chuva
16h30 –  Grano Brasilis –Pão de queijo sem lactose
18h30 –  Sem Glúten - Culinária Fácil para iniciantes
Bolo de copinho, macarrão de microondas.

PALESTRAS

05/10 as 18h00
COMO ENVELHECER COM SAÚDE
palestrante: Danusa Yanes (Nutricionista)
05/10 as 17h00
CONHECENDO OS PROTAGONISTAS NA ORIGEM E NO AGRAVAMENTO
DA DOENÇA CELIACA. 

Uma abordagem multidisciplinar.
palestrante: Dr. Javier Andrés Vilanova - Hn.C.
(Nutrição, naturopatia, medicinas Alternativas)



Os cursos são gratuitos,  inscrição na hora, 30 vagas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

DIA DO CELÍACO



Quem quiser aprender um pouco mais sobre Doença Celíaca terá esta oportunidade em Curitiba. A Doença Celíaca é aquela onde há intolerância ao glúten, componente do trigo, centeio e cevada. O evento será dia 17 de maio com palestra, café da manhã e aula de culinária e acontecerá no Mercado Municipal de Curitiba. Gratuito!

Inscrições apenas para o curso de culinária, a palestra e café da manhã não necessitam de inscrição.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MUITO ALÉM DO PESO

Documentário sobre obesidade infantil tem pré-estreia em São Paulo, dia 12 de novembro, no auditório do Parque Ibirapuera. A entrada é franca. Assista o trailer no vídeo abaixo.



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

BENEFÍCIOS DO CAFÉ


No mês de setembro estive em São Paulo no XVI Congresso Brasileiro de Nutrologia. Assisti uma palestra do Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) sobre os benefícios do café. Tudo o que ele falou foi baseado em trabalhos científicos. Vou tentar transcrever aqui um pouco das suas palavras.

O café não é apenas composto de cafeína. Possui também lipídeos, polisacárides, sacarose e ácido clorogênico. As proporções dependem da variedade do café. O café verde, extrato seco da variedade arábica, é composto de 1,2% de cafeína, 6,5 de ácido clorogênico, 8% de sacarose, 44% de polissacarídeos e 16% de lipídeos.
A quantidade da cafeína depende muito do preparo do café. Sendo que 50 mL de café filtrado em papel tem cerca de 20 mg de cafeína, enquanto um expresso tem 80. Ela está presente também no chá preto ou verde com 55- a 67 mg por xícara de 200 mL, ou com 80 mg por copo de energético. Os descafeinados possuem uma quantidade mínima de 0,45 a 0,90 mg por xícara de cafezinho.
A maioria dos trabalhos indica que os benefícios do café aparecem com o consumo moderado, de 4 a 6 xícaras de 50 mL no decorrer do dia. O mesmo benefício não é visto quando o café é tomando apenas uma vez ao dia, mesmo que seja na quantidade de 200 a 300 mL. 
Com a quantidade de 4 a 6 xícaras de cafezinho ao dia, os trabalhos mostram um menor risco de morte por doença cardiovascular, doença coronariana, insuficiência cardíaca, assim como uma diminuição da pressão arterial e do aparecimento do diabetes. Foi demonstrado que o aparecimento de infarto do miocárdio uma hora após a ingestão de café foi menos freqüente naqueles que tomavam mais de 4 xícaras ao dia e mais freqüente nos que tomavam menos que uma xícara ao dia. Num trabalho de 2012, concluíram que o consumo moderado de café está inversamente associado com o risco de desenvolver insuficiência cardíaca, sendo o consumo de 4 xícaras a mais significativa associação. O mesmo benefício apareceu em trabalhos que associaram o consumo moderado de café com o surgimento de AVC (Acidente vascular cerebral), Parkinson e diabetes. Evidenciaram também, uma diminuição da hiperglicemia pós-prandial (aumento da glicose do sangue após as refeições) naqueles que consumiam quantidade moderada de café. A mesma evidência foi observada no controle do peso, tendo um efeito protetor em relação à obesidade. 
Quanto ao aparecimento de câncer de orofaringe, não houve demonstração de aumento com o uso do café. Ele tem ação antioxidante e anti-mutagênica devido aos compostos de ácido clorogênico, cafestol e Kaweol que reduzem a genotoxidade de diversos carcinógenos. O mesmo resultado foi observado em relação ao câncer ovariano, prostático,  ao câncer gástrico, pancreático e de cólon retal. Um trabalho de 2012 mostrou que o consumo da cafeína, tanto do café como dos chás ou chocolate foi associado inversamente com o aparecimento do Carcinoma Baso-Celular, um tipo de câncer de pele.
Um trabalho publicado no New England Journal of Medicine, 2012, os autores fizeram o seguimento de 5.148.760 pessoas entre 1995 e 2008, e concluíram que o consumo moderado de café está inversamente associado com a taxa de mortalidade.
Em relação às gorduras presentes no café, Cafestol e Kaweol, quando este é preparado com filtro de papel, há retenção de 80% destas gorduras e não há aumento do colesterol total nem do LDL, o colesterol ruim. O mesmo não acontece com aqueles preparos em que o pó fica presente, como o café árabe, que é decantado.
Por todas estas razões, e por que gosto de café, principalmente o expresso, continuarei tomando minhas 4 xícaras ao dia!
Importante: escolher um café de qualidade!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O QUE SÃO ATEROMAS?

Muito se fala em LDL, colesterol ruim, placas de gordura nas artérias ou placas de ateroma, infarto do miocárdio, mas na realidade, a maioria das pessoas não têm ideia exata do que sejam.

Autópsias em soldados jovem mortos em guerras como da Coréia e Vietnan mostraram, já na idade de 18-20 anos, a existência destas placas nas artérias. Elas se formam desde a infância e crescem lentamente durante a vida. A obesidade leva a consequências como elevação do colesterol, a hipertensão arterial e diabetes. Todos estes fatores contribuem para o incremento das placas de ateroma que crescem silenciosamente nas nossas artérias. Isto tudo é muito preocupante pela atual epidemia de obesidade que vem ocorrendo em todo o mundo. No Brasil, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) constatou que cerca de 50% da população adulta está acima do peso. Entre as crianças a taxa ficou em 34,8% para os meninos e 32% para as meninas, enquanto que em 1974-75 esta taxa era 10,9% e 8,6% respectivamente. O aumento de sobrepeso entre os adolescentes também seguiu o mesmo padrão, estando em 2008-09 em torno dos 20%.

Estava procurando imagens das placas quando me deparei com os vídeos abaixo. Explicam bem a formação delas.







O último vídeo é um pouco mais aprofundado nas explicações.




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

LAVAGEM DOS ALIMENTOS

Muito se fala sobre lavagem dos alimentos, mas poucas pessoas o fazem corretamente. Os alimentos que serão consumidos crus necessitam de uma adequada higienização, mesmo aquelas frutas ou legumes em que a casca será retirada. É importante que estes sejam lavados, senão, ao cortar ou descascar, a faca leva impurezas para o interior. 

Além de sujeiras como terra, insetos, há os micro-organismos e os resíduos de agrotóxicos. Tudo isto deve ser eliminado ao máximo. Segundo o Biomédico e especialista em higiene de alimentos, Roberto Figueiredo, antes de lavagem, refrigere um pouco os alimentos. Desta forma o alimento não irá absorver a água com os resíduos de agrotóxicos que estão em sua superfície.

Inicia-se a higiene com a lavagem em água corrente. As folhas devem ser lavadas uma a uma, de ambos os lados. Nas frutas e legumes com casca pode-se usar uma esponjinha com sabão e enxaguar em seguida. Nesta primeira etapa, eliminamos os resíduos de terra e alguns insetos escondidos nas folhas.

A segunda etapa visa eliminar os resíduos de agrotóxicos. Os alimentos devem ficar de molho em solução de água com bicarbonado de sódio, uma colher de sopa rasa do bicarbonato para um litro de água. As folhas por cerca de 30 minutos, já as frutas e legumes, por  uma hora a uma hora e meia.

Para eliminar os micro-organismos, as bactérias, os alimentos devem passar para outra bacia com água e hipoclorito de sódio, a famosa água sanitária, na proporção de uma colher de sopa de hipoclorito de sódio a  2 ou 2,5% para um litro de água. No comércio existem preparações próprias para alimentos. Neste molho, os alimentos devem ficar cerca de 15 minutos.

Após este tempo, passe novamente os alimentos em água corrente e seque-os com papel toalha antes de armazenar em sacos plásticos transparentes próprios para alimentos. Só agora estão prontos para serem consumidos ou refrigerados. 

É um pouco trabalhoso, mas a sua saúde agradece!!!

Nos vídeos abaixo, o professor do laboratório de toxicologia da Fiocruz, Dr. Sérgio Rabello Alves, dá algumas dicas e a nutricionista Tarcila Gomide, outras.





domingo, 10 de junho de 2012

PATÊ DE FÍGADO


Estava preparando uma aula para a Cozinha Experimental da Sociedade Paranaense de Pediatria (SPP), quando uma prima me pediu uma receita de patê de fìgado. Foi uma coincidência do momento, pois a aula é sobre alimentos ricos em ferro, e o fígado é um dos mais importantes. Achei esta receita de patê de fígado de galinha no site Panelinha e fui para a cozinha, antes passando pelo Mercado Municipal. Devo ser sincera, não sou amiga de fígado, nunca fui, exceto o foie gras. Fígado de galinha, além de rico em ferro e ótimo para as pessoas com anemia, é muito barato, R$ 6,00 o quilo. Acho que por ser tão barato, não há interesse na venda, pois não é fácil de encontrá-lo e só achei no terceiro açougue. Fiz a receita do meu modo e aqui transcrevo. Ficou ótima!  O Luiz, que também não é amigo de fígado e não queria provar no início, acabou se rendendo.

Enquanto preparava a receita, tirei algumas fotos. Minha idéia inicial era fotografar tudo, só que às vezes eu esquecia desta segunda tarefa.

RECEITA:

Tempo de preparo: 20 minutos- rendimento cerca de 300 g ou 2 potinhos

INGREDIENTES:

250 g de fígado de galinha
1/2 cebola picada ou ralada
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de conhaque
1 colher de sopa de manteiga (temperatura ambiente)
Suco de meio limão
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
Ramo de Tomilho ou outra erva

PREPARO:
1- Limpar o fígado retirando os nervos e temperar com um pouco de sal, pimenta do reino, conhaque e tomilho. Deixar descansar alguns minutos.
2- Picar cebola e refogar no azeite. Quando estiver transparente, acrescentar o fígado, deixar tomar cor e cozinhar por alguns minutos. Não deixar muito tempo, senão endurece.
3- Passar toda a preparação para o processador ou liquidificador, acrescentar a manteiga e o limão, e bater até consistência de pasta. Acertar o sal e pimenta. 
4- Passar para potes, cobrir a superfície com filme plástico e levar para gelar. Servir sobre torradinhas com flor de sal e pimenta do reino.

Ingredientes separados: ervas (tomilho, salvia e alecrim) , pimenta, sal, limão, cebola, azeite, conhaque, fígado. Opa! Esqueci de um! A manteiga. Só percebi no momento de usá-la e não dava mais para bater outra foto.
 Cebola sendo refogada.

Refogando o fígado depois de ficar alguns minutos marinando com o conhaque, sal, pimenta e ervas.
 O patê pronto, coberto com filme plástico, indo para a geladeira.
 Depois de gelado, pronto para servir.












terça-feira, 5 de junho de 2012

CONVERSANDO COM O PEDIATRA

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está com um site dirigido aos pais. São assuntos variados, desde a gestação até a adolescência.
Esta semana saiu uma matéria sobre obesidade infantil que transcrevo abaixo. Vale a pena conhecer o site: Conversando com o Pediatra

Obesidade
Departamento de Endocrinologia da SBP

Como saber se meu filho está com sobrepeso ou obeso?
Obesidade e Sobrepeso são situações onde existe excesso de tecido gorduroso, sendo que a diferença entre elas está na intensidade desse excesso. Uma maneira prática para sabermos se uma criança está acima da faixa de peso saudável é através do índice de massa corporal (IMC). Existem curvas de IMC para meninas e meninos e os valores de IMC que definem peso adequado, sobrepeso e obesidade são diferentes para cada idade. O pediatra que acompanha seu filho deve preencher essas curvas a cada consulta.
Quais as causas da obesidade em crianças e adolescentes?
É comum os pais pensarem que o excesso de peso da criança decorra de algum problema hormonal. Apesar de possível, essa é uma situação rara. Na maioria das vezes ele resulta de hábitos alimentares inadequados e sedentarismo. Os erros alimentares mais comuns que podem levar ao excesso de peso são: pular refeições, em especial o café da manhã (com excesso compensatório nas refeições seguintes); substituição das frutas por “calorias vazias” (doces, biscoitos recheados e salgadinhos) nos lanches e sobremesas; poucas verduras e legumes; excesso de massas e frituras nas refeições principais ou substituí-las fast foods. Cerca de 60% das crianças e adolescentes brasileiros tem menos de 3 horas de atividade física por semana. Apesar da genética poder predispor o indivíduo ao excesso de peso, ela só se manifesta se o ambiente permitir, ou seja, se a criança tiver uma dieta inadequada e/ou pouca atividade física. Como tanto as necessidades como o gasto calórico são diferentes de pessoa para pessoa, é fundamental reconhecer os limites individuais de cada criança, para que ela tenha seu ganho de peso e crescimento adequados, o que é feito durante as consultas pediátricas.

Quais as consequências da obesidade?

O excesso de peso é sempre uma questão de saúde. Atualmente, cerca de 80% das crianças e adolescentes obesos se tornam adultos obesos, mas essa previsão pode e precisa ser mudada. A obesidade nessa faixa etária pode causar elevação dos níveis de gordura e de açúcar no sangue (predispondo alguns a um risco maior de diabetes tipo 2), aumento da pressão arterial, dores nas pernas, maior risco de fraturas ósseas, problemas de relacionamento social e até depressão.

Como evitar o excesso de peso na infância?

Para que a criança tenha um adequado ganho de peso são importantes cuidados desde o nascimento: manter o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses; seguir as orientações do pediatra no momento do desmame; pais, responsáveis e escolas devem dar exemplo, reforçar e incentivar hábitos alimentares saudáveis, como não pular refeições, comer frutas e sempre ter verduras e legumes no almoço e jantar; evitar excesso de guloseimas, frituras e fast foods; assim como propiciar regularidade na atividade física. Para garantir a saúde e detectar precocemente um inadequado ganho de peso e evitar a obesidade, todas as crianças e adolescentes devem manter visitas regulares ao pediatra durante toda a fase de crescimento.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

MERENDA ESCOLAR



A merenda escolar no Brasil deixa muito a desejar. Isto ocorre tanto nas escolas do governo como nas particulares. Há uma predominância de alimentos gordurosos e açucarados, excesso de carboidratos e sucos industrializados. Em muitas lugares, as cantinas não podem vender refrigerantes nem salgadinhos fritos, mas as balas, guloseimas continuam lá. Os pacientes me dizem: "na cantina não tem nada frito, só salgado assado". Só que eles não sabem o que são estes assados. São alimentos industrializados, comprados já prontos e congelados, e que são super gordurosos e ricos em gorduras trans, aquelas mais maléficas que as saturadas. Elas obstruem as veias, formando as placas de gorduras que irão prococar entupimento das artérias.

A merenda das escolas municipais ou estaduais, muitas vezes, é composta apenas macarrão com salsicha. Muito saudável e balanceada! Isto porque nossos governos investem grandemente na alimentação das crianças.

  Lanche saudável

Nas escolas particulares o problemas só vai melhorar quando os pais se conscientizarem da importância de uma alimentação saudável para seus filhos e se unirem, exigindo uma cantina com alimentos nutricionalmente adequados. Em algumas escolas, as frutas são incluídas no lanche das crianças, mas juntamente com elas, é oferecido croissant de chocolate. Qual é o gordinho que irá preferir a fruta ao croissant se ele puder escolher?

Achei muito interessante a iniciativa de uma menina escocessa, que indignada com a alimentação oferecida pela escola, decidiu fazer um blog diário, mostrando o que comia na escola e criticando a qualidade. Chamou muita atenção de toda a comunidade, das escolas e do governo. Veja a matéria neste link do G1

Abaixo, o que é vendido na maioria das cantinas escolares


 Imagens: Google imagens

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PAPINHAS PARA BEBÊ

Uma revista para mães divugou no Youtube um vídeo, em que uma chef de cozinha prepara uma papa para bebes totalmente equivocada, da maneira como era feita há 30 anos. Uma sucessão de erros:

1 - a carne era refogada no óleo
2 - a quantidade de carne era enorme
3 - a carne era retirada da papa e não oferecida para a criança
4 - os legumes eram cozidos com uma quantidade enorme de água
5 - os legumes foram passados na peneira
6 - o sal foi acrescentado na papa

Ela não fez uma papa, e sim, uma sopa muito líquida, com baixa densidade calórica, pouca fibra, pouco ferro e zinco, sem as proteínas essenciais, com muito sódio (sal), e sem as gorduras necessárias.

A transição do aleitamento materno para as papinhas deve der feita a apartir dos seis meses de vida do bebê. Inicia-sa com a fruta e uns 15 dias após, com a papa de legumes e carne. Esta papa já foi chamada de sopa e de papa salgada. Na verdade não é nem sopa, pois esta é mais líquida, nem salgada. O sal só deve ser acrescentado na alimentação após um ano de vida, e, com muita moderação.
Antigamente, a carne era refogada no óleo, e retirada. Hoje, sabe-se que o óleo poliinsaturado (canola,soja, milho) é essencial para o desenvolvimento neurológico, mas deve ser cru, acrescentado na papa quando pronta. O óleo que foi aquecido a altas temperaturas, fica saturado e perde suas propriedades.
A carne, por sua vez, é muito importante por suas proteínas, ferro e zinco. A quantidade necessária é pequena, e nunca deve ser retirada da papa.
A papa também não deve ser batida no liquidificador, nem passada na peneira. Amassando com o garfo, além de manter as fibras, a criança está sendo preparada para a mastigação e os alimentos mais sólidos. Inicialmente tudo tem que ser bem cozido e bem amassado. Com o passar do tempo, a criança começa a aceitar pedacinhos um pouquinho maiores, mesmo que ainda não tenha dentes.

Duas matérias da revista Pais&Filhos tratam deste assunto. Vale a pena dar uma olhada.

http://revistapaisefilhos.com.br/sendo-pais/culpa,nao/a-transicao-do-leite-materno-para-as-papinhas

http://revistapaisefilhos.com.br/sendo-pais/culpa,nao/da-papinha-para-a-comida-de-gente-grande


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quarta-feira, 28 de março de 2012

BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE

Vários estudos demonstram os benefícios do chocolate para o organismo. O importante é prestar atenção na quantidade, e preferir os com maior concentração de cacau, os mais amargos, com menor teor de açúcar e leite.
 
Recebi esta correspondência da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), da qual faço parte, e trancrevo abaixo.

Estudos comprovam benefícios do chocolate no organismo

Da redução de doenças crônicas à influência na resistência à insulina, os benefícios do chocolate estão comprovados por mais de um estudo médico. Essa é a boa notícia para os chocólatras nessa Páscoa. Um artigo recente, do British Medical Journal (Jornal Médico Britânico), e publicado no final do ano passado, comprova que o chocolate é rico em uma substância chamada polifenóis, que apresenta efeitos antioxidantes, anti-hipertensivos, anti-inflamatórios, antiaterogênicos e antitrombóticos. “A má notícia, que fica como um alerta, é que eles devem ser consumidos com moderação e que as vantagens estão mais presentes no chocolate amargo, que tem menos leite e maior concentração de cacau”, diz Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Essa não é a primeira vez que os especialistas ressaltam a importância do doce. Um artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition (Jornal Americano de Nutrição Clínica), de 2005, verificou aumento significativo de sensibilidade à insulina e diminuição da pressão arterial em pessoas saudáveis, após o consumo de 100 gramas de chocolate amargo, por 15 dias. O fator mais importante é a quantidade que se ingere, pois o ideal é uma pequena porção diária, de cerca de 30 a 40 gramas. A preferência é por opções mais caseiras, já que quanto mais processado os chocolates forem, mais há perdas das propriedades benéficas.

O European Journal of Clinical Nutrition (Jornal Europeu de Nutrição Clínica) também mostrou que o chocolate amargo é a opção mais saudável. O estudo europeu, publicado em 2011, apresentou as vantagens dessa variação do cacau, e a principal delas ficou por conta da redução colesterol ruim no sangue – um alívio para os hipertensos. “Quanto mais leite tiver no chocolate, maior é a chance de ele ter gordura saturada, que é prejudicial à saúde. Vale lembrar que as gorduras consideradas ‘boas’ são os ácidos graxos, mono e os poliinsaturados”, alerta o médico nutrólogo.

Chocolates especiais para pessoas com restrições alimentares - Diabéticos ou pessoas com intolerância ao glúten ou à lactose também podem consumir o chocolate, mas desde que aqueles elaborados especialmente para atender às restrições. Quem possui um desses problemas têm os chocolates de soja ou alfarroba, como opções alternativas à disposição.

O chocolate de alfarroba, por exemplo, possui sabor semelhante ao amargo tradicional, mas com quantidade de calorias inferior e com menor teor de gordura. “Já o chocolate de soja, é produzido com extrato de soja 100% vegetal e sem adição de lactose. Além disso, possui quantidade insignificante de sódio, o principal responsável pela retenção de líquidos”, completa Dr. Durval.

Para ter mais informações sobre os benefícios que o chocolate traz para a saúde e sobre outros assuntos relacionados com a alimentação, acesse o site da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN): www.abran.org.br

Sobre a ABRAN

A ABRAN é uma entidade médica científica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo de nutrientes dos alimentos, decisivos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano, a maior parte de origem nutricional. Reúne mais de 3.800 médicos nutrólogos associados, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população. Visite www.abran.com.br e siga a fan page www.facebook.com/nutrologos.

domingo, 4 de março de 2012

ANEMIA E A FALTA DE FERRO NA ALIMENTAÇÃO

A causa mais freqüente de anemia é a deficiência de ferro. Apesar de ser o elemento mineral mais abundante na terra, de ser fundamental para o transporte de oxigênio pelo sangue, sua falta  no corpo humano é a carência alimentar mais importante em todo o mundo. Quanto mais baixo o nível sócio-econômico, mais prevalente é esta deficiência. A anemia é o último estágio, quando a deficiência mostra seus sinais.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, existem mais de 2 bilhões de pessoas no mundo com anemia ferropriva, o que representa 30% da população mundial. Nos países em desenvolvimento a taxa de acometimento em crianças de zero a quatro anos chega a 51%. No Brasil, é considerada um grave problema da saúde pública, e alguns estudos estimam a prevalência em crianças abaixo de dois anos é de 50 a 80% nas regiões mais pobres.
Quando a anemia se instala, a deficiência de ferro já vem de longa data. Na criança, em que o ritmo de crescimento é acelerado, e as necessidades de ferro são grandes, a anemia já é detectada após alguns meses de deficiência.  
Além da palidez da pele e mucosas, sinais que as mães conhecem, a anemia causa cansaço, apatia, fraqueza muscular, inapetência, dificuldade de  atenção, dificuldade de aprendizagem, maior susceptibilidade às infecções, glossite (vermelhidão e perda das papilas linguais) e até perversão do apetite como comer terra, gelo, sabão, cabelo, etc.
As causas desta anemia são inúmeras. Inicia na gestação, quando a necessidade de ferro pela mãe é altíssima. Se a gestante for anêmica ou não se alimentar bem, seu bebê poderá nascer com pouca reserva de ferro no organismo. Esta reserva é feita basicamente no último trimestre da gestação. Os prematuros precisam receber uma suplementação de ferro a partir de um mês de idade. Se a mãe teve pressão alta, ou diabetes, ou o neném nasceu muito pequeno para a idade gestacional, é muito provável que ele também precise de suplementação de ferro.
O LEITE MATERNO (LM), além de todas as qualidades que tem, fornece a quantidade necessária de ferro para um neném por seis meses. Após este período, há um aumento da necessidade e os alimentos complementares, como as papinhas salgadas, a carne, são introduzidos para suprir a demanda do ferro pelo organismo em crescimento. Visando a prevenção da anemia, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o LM seja continuado até os dois anos e que a criança receba um reforço de ferro a partir dos seis meses.
As fórmulas infantis são acrescidas de ferro, e na falta do LM, devem ser usadas. As crianças menores de um ano nunca devem ser alimentadas com leite de vaca. Ele é deficiente em ferro, vitaminas e outros nutrientes. Tem excesso de sais como sódio, potássio, fósforo e ainda excesso de proteínas, o que pode prejudicar os rins, além do crescimento. Muitas vezes, a criança alimentada com leite de vaca tem micro-sangramentos intestinais, o que aumenta a chance de anemia. Parasitoses intestinais e outras doenças também são causas de anemia.
Os alimentos que melhor fornecem o ferro são as carnes, principalmente a vermelha. Muitos vegetais são ricos em ferro, mas não são bem absorvidos, ou seja, têm uma baixa biodisponibilidade. Existem substâncias que melhoram esta biodisponibilidade, como o ácido cítrico, ácido ascórbico (vitamina C), o  suco de limão ou laranja nas principais refeições. O cálcio do leite, piora a absorção do ferro, então, ele não deve ser oferecido juntamente com as principais refeições. Fitatos de alguns cereais, oxalato do espinafre, ácido fosfórico dos refrigerantes, polifenóis dos vinhos, café, chocolates, chás prejudicam a absorção do ferro. Mas felizmente, o ácido ascórbico é mais forte que eles. A vitamina A e os betacarotenos, presentes nos alimentos como cenoura e abóbora, ajudam na absorção do ferro. Métodos industriais, cozimento dos alimentos e “deixar de molho” o feijão, melhoram a biodisponibilidade, eliminando o fator inibidor da absorção.
Uma alimentação colorida, com carne nas principais refeições, frutas cítricas e vegetais variados irá fornecer a quantidade necessária de ferro. O leite, principalmente para as crianças, deve ser tomado de manhã, à tarde e antes de dormir, nunca junto com almoço e jantar. 

 A fortificação dos alimentos é uma saída para a melhora do quadro de anemia na população. Países com o Chile conseguiram diminuir bastante os índices de anemia com a adição de sulfato ferroso e ácido ascórbico ao leite em pó distribuído nos programas da alimentação infantil. No Brasil, desde 2004 é obrigatório a suplementação de ferro e ácido fólico às farinhas de trigo e milho. O problema é que esta medida não atinge a faixa etária mais vulnerável, as crianças de baixa idade. Além das doses de suplementação serem baixas, estes alimentos não são consumidos em quantidades suficientes pelas crianças de baixa idade.
 O organismo é sábio, aumenta a absorção de ferro pelo intestino, quando há maior necessidade.

sábado, 14 de janeiro de 2012

ADOLESCÊNCIA

O texto abaixo copiei do site CONVERSANDO COM O PEDIATRA. Este site é elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e aborda assuntos variados, para todas as idades, desde o pré-natal até o adolescente. É direcionado ao público leigo, pais e educadores. Vale a pena visitá-lo!

Adolescência
Departamento de Adolescência da SBP

“A adolescência é como um muro de vidro: não há portas nem passagem, só a disposição de crescer para transpô-lo. Quem tenta escalá-lo só o fará após muitos escorregões. Quem ousa parti-lo, há de ferir-se com seus estilhaços. Do lado de cá, há reminiscências de ternura e aconchegos; do outro, promessas de conquista e êxtase.” (anotações de um adolescente)
A palavra “adolescer” vem do latim e significa crescer, engrossar, tornar-se maior, atingir a maioridade. Dos seres vivos, os humanos são os únicos que vivem a adolescência como uma etapa importante do desenvolvimento, marcada pelo crescimento físico, cognitivo, afetivo, moral e social.
O conceito de adolescência refere-se ao período da vida que vem logo após a infância e precede a idade adulta. Segundo a Organização Mundial da Saúde, transcorre dos 10 aos 20 anos.
Adolescente! Esse ser especial tem na segunda década da vida o seu viver mais iluminado, mais bonito na estética e mais elástico nas possibilidades; quando a vida explode em mil cores, tão fortes, tão coloridas e especiais, que deixarão na memória sons, cheiros e imagens inesquecíveis e incomparáveis.
A adolescência é palco de mudanças físicas visíveis que representam a maturação do corpo, e a isso se dá o nome de puberdade. Já a mudança interna, mais difícil de ser entendida, interfere em seu comportamento, em suas ações.
Essas mudanças ocorrem paralelamente, mas em velocidades diferentes, principalmente quando os jovens são de sexos opostos.
A adolescência, para fins didáticos, pode ser dividida em “inicial” (10 a 14 anos) e tardia (15 a 19 anos), sendo a fase inicial mais turbulenta, visto que aí as mudanças ocorridas aparecem de forma brusca sem tempo para o indivíduo interpretar os fatos. Já na fase mais tardia, o indivíduo consegue entender melhor as transformações.
A formação da identidade é a principal tarefa do adolescente. Às vezes vale a pena perguntar quem é esse ser. Por que, de repente, ele se torna ora um sujeito mais que humano, ora uma pessoa detestável, na procura dessa identidade?
Nesse contexto, a família é fundamental. A busca da identidade, a ânsia de ingressar no mundo adulto e, ao mesmo tempo, o medo de fazer parte dele fazem com que o adolescente queira estabelecer normas próprias e fazer as coisas do “seu” jeito. Tudo isto com um único objetivo: ter uma identidade própria! Ser diferente dos pais! Ser igual a quem?
E tudo isso adquire uma dimensão ainda maior quando essa adolescência é vivida nos tempos atuais, com essa família “mutante”, como se vê na nossa realidade, recheada de casamentos, divórcios, recasamentos, novas estruturas familiares, um novo modelo de família. E independente do modelo de família onde o adolescente está inserido, é necessário que os pais ou responsáveis pelos mesmos tenham em mente dois pré-requisitos básicos:
  • Diálogo – sempre e sobre TUDO, de uma forma clara e honesta.
  • Limites – fundamental na relação com o adolescente. E esses limites não podem ter início na adolescência e sim na mais tenra infância. Impor limites faz parte do processo educativo, e essa é uma das funções da mãe e do pai.
Ausência dos pais aumenta a vulnerabilidade do jovem Nesse espaço onde o adolescente está se buscando, a família atual está se tornando cada vez mais omissa, ausente. E isso se observa em todas as camadas sociais, tanto nas vielas sofridas e escuras da periferia, quanto nos bairros nobres, habitados por gente de boa formação. Percebemos tanto nos lares ricos quanto nos pobres um assustador abismo afetivo. O vazio emocional, somado à falta de limites, ao desinteresse e ausência dos pais são considerados fatores de risco que estão a todo o tempo rondando o adolescente, devido à sua natural vulnerabilidade. E isso pode se tornar um campo fértil para o consumo de drogas, para a violência, a infração das regras e a transgressão dos limites.
Ausentes, os pais delegam a sua função educativa à escola, também despreparada, e que, mal dando conta das suas próprias dificuldades, se depara com esses jovens portadores de enormes lacunas não preenchidas pela família: faltam carinho, valores, crenças, expectativas, comportamentos, normas sociais, diálogo e limites. E explode o bulliyng, essa forma tão antiga e cruel de agressão entre os pares, muitas vezes com consequências graves.
Vivemos uma verdadeira cultura de violência, em todos os níveis: físico, psíquico e emocional. Videogames, filmes, novelas, desenhos animados e até propagandas estimulando a violência e a cultura da competição. Além do fácil acesso às armas, a proliferação incontrolada das drogas lícitas e ilícitas.
No nosso país, o exemplo que vemos é corrupção, mentiras, fraudes, impunidade, em todos os níveis. A violência infanto-juvenil nas ruas, lares e escolas brasileiras é, na verdade, apenas a parte visível do iceberg e revela um fenômeno muito mais sério, incrustado na sociedade, que é preocupante e temeroso ao mesmo tempo: a falta de atenção às crianças e adolescentes, antes representantes da nação do futuro, hoje protagonistas da violência que explode nas casas e nas ruas, pela falta de liderança dentro e fora da família.
É necessário e urgente fazermos alguma coisa para garantir a cidadania das nossas crianças e adolescentes. E cabe a todos nós, pais e mães a responsabilidade de “criar” essa geração, com o amor, o carinho e os limites que eles pedem e merecem!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

WORKSHOP NESTLÉ


Passar um pouco do meu conhecimento, da minha vivência como pediatra, e ainda, ensinar algumas receitas a mães blogueiras ou jornalistas, foi uma ótima experiência. Isto aconteceu na semana passada num workshop promovido pela divisão de Nutrição Infantil da Nestlé. Foi uma aula interativa. Falei um pouco sobre a alimentação infantil do nascimento aos três anos, enfatizando a importância e qualidades do leite materno, a adequada alimentação complementar (introdução de outros alimentos, enquanto se mantém o leite materno), a prevenção da obesidade e um pouco sobre as fórmulas. Estávamos na Cozinha Experimental da Nestlé, em São Paulo. Neste local super bonito, no 26° andar do prédio, com vista para a ponte estaiada, ainda ensinei o preparo de algumas receitas: almôndega de carne e legumes, suflê de espinafre, papinha de peixe e legumes para bebê, mousse de frutas e gelatina natural de frutas. As participantes interagiram ora com perguntas, ora ajudando nos preparos. Não faltou a degustação. Aos poucos farei as postagens das receitas. Algumas foram criadas por mim, outras adaptadas. Todas foram testadas. Umas são próprias para os bebês e outras para a criança pequena e também para a família. A partir de um ano, a criança deve alimentar-se com os alimentos da família, desde que esta tenha uma alimentação saudável. 

Algumas das participantes publicaram matéria sobre o evento: o site da Chris Flores e o site Uma Mãe das Arábias .

Foto: Alan Teixeira

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MEDICAMENTOS PROIBIDOS


Já se passaram 10 dias, mas nunca é tarde para continuar as informações. Na última postagem falei da reunião da ANVISA. O resultado foi a proibição dos medicamentos emagrecedores (anorexígenos) derivados de anfetamina. A Sibutramina ainda permanece no mercado, mas com mais algumas restrições. Além do receituário especial B2, o que já era necessário, o paciente terá que assinar um documento com explicações sobre os efeitos colaterais. Estes efeitos terão que ser informandos à ANVISA. Daqui há um ano, o assunto será novamento debatido.

Uma comissão médica entrou com uma liminar no Conselho Federal de Medicina contra estas medidas.

Leia sobre o assunto no link do R7 ou no site da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

REUNIÃO PÚBLICA NA ANVISA CONTRA OS INIBIDORES DE APETITE

Desde o mês de fevereiro, a ANVISA ameça suspender todos os inibidores de apetite existentes no mercado. Alguns deles existem há mais de 40 anos. O último a surgir, a Sibutramina, foi há 15 anos. Por coincidência, o banimento vem junto com a queda da patente deste medicamento.

Toda a classe médica vem se mobilizando contra esta medida. Só aos médicos cabe a decisão do que, para quem e quando prescrever os medicamentos.  Esta medida impositiva da ANVISA, sem levar em conta os argumentos médicos, fere a todos nós. É um desrespeito ao papel do médico e ao paciente que necessita das medicacões.

Obesidade é uma doença grave, que hoje atinge uma grande parcela da população, e que tem consequências mais graves: Diabetes, Hipertensão arterial, Doenças Cardiovasculares como Infartos, Acidentes Vasculares Cerebrais (derrames), Câncer, entre outras.

Há 15 dias, no XV Congresso Brasileiro de Nutrologia, participei de uma mesa redonda onde a proibição dos medicamentos antiobesidade foi fartamente discutida. Copio abaixo o email que recebi da ABRAN (Associacão Brasileira de Nutrologia) sobre este assunto.

Reunião pública analisa inibidores de apetite
A Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) analisará e votará na próxima semana o Relatório Integrado sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite. O tema será discutido durante a 10ª Reunião Pública da Dicol, marcada para terça-feira (04/10) às 8h30, na sede da Anvisa.
Contrários à proibição, médicos debatem inibidores de apetite no Congresso de Nutrologia
Em uma das salas mais concorridas da 15ª edição do Congresso Brasileiro de Nutrologia, mais de 200 médicos nutrólogos se reuniram para discutir a proposta da Anvisa de proibir os medicamentos para o controle da obesidade que agem no sistema nervoso central. Especificamente, os inibidores de apetite (sibutramina, mazindol, femproporex e dietilpropiona). O debate teve o formato de mesa-redonda, e os médicos foram unânimes: a proposta é um desrespeito à autoridade do médico como prescritor, pois não leva em consideração a opinião médica sobre o assunto.
“Nós, médicos, pelo compromisso que temos para com nossos pacientes, temos o dever de nos manifestar sobre essa proposta que representa um perigo real para a saúde pública do Brasil”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Dr. Durval Ribas Filho. “Temos que agir com estratégia, fazer valer nossa responsabilidade como médicos e ajudar a Anvisa e a própria sociedade a compreender os riscos de eliminar as armas que temos disponíveis para combater a doença obesidade”, completou.
Para o Dr. Antônio Carlos Zanini, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, o estudo SCOUT tem muitas falhas e foi desenvolvido especificamente para levantar e mapear possíveis reações adversas em uma população já conhecida como de risco – para quem esses medicamentos nunca são indicados. “É inadmissível um estudo com protocolo clínico apenas para identificar efeitos colaterais. É como arrancar a perna do paciente para testar se o pino vai funcionar”, explicou.
O Dr. Zanini ainda ressaltou ainda que um dos autores do SCOUT afirmou não existir nenhum outro tratamento para obesidade a não ser a cirurgia bariátrica. Sobre isso, o Dr. Dimitri Homar lembrou que o Ministério Público do Distrito Federal está de acordo com as colocações das sociedades médicas, incluindo do Conselho Federal de Medicina (CFM) e que, como conselheiro do CRM-DF, afirmou que nunca houve no Distrito Federal nenhum óbito decorrente de um desses quatro medicamentos, comentou.
“É importante que cada um de nós leve essa preocupação e nossa posição contrária à proibição a nossos conselhos regionais, associações médicas estaduais, entidades ligadas a outras especialidades médicas e também ao poder público”, salientou o presidente da ABRAN. “Não podemos medir esforços para impedir que nossos pacientes fiquem sem opções de tratamento farmacoterápico para obesidade. Temos de nos mobilizar.”
ABRAN se mobilizou pela manutenção medicamentos desde o início.
Desde fevereiro, quando a Anvisa manifestou publicamente a proposta de banir os inibidores de apetite, a ABRAN, em defesa do direito de milhares de médicos nutrólogos brasileiros e dezenas de milhares de pacientes, manifestou-se contrária à proposta. Várias ações foram realizadas com objetivo de evitar que a proibição seja aprovada. A entidade também tem sido uma das principais fontes para a grande imprensa durante toda essa discussão.
Acompanhe as principais ações realizadas pela ABRAN até o momento:
· Iniciamos um processo de mobilização e engajamento dos médicos contra a proposta da Anvisa. Veja aqui o material
· A ABRAN colocou-se a disposição da imprensa para esclarecimento do assunto. Confira as bases da divulgação aqui
· A ABRAN oficializou sua posição junto ao presidente da Anvisa. Leia o comunicado
· Conversamos com ministros do Supremo Tribunal de Justiça, deputados federais, senadores e mobilizamos os associados para que mostrassem a sua opinião junto a este público. Confira aqui o comunicado
· Estivemos presentes com uma comissão de médicos em todas as sessões de consulta pública e audiências técnicas, com manifestações públicas da opinião da entidade. Veja como foi a participação da ABRAN nas sessões clicando aqui e também aqui
· Conversamos com as entidades envolvidas no processo: Anvisa, Ministério da Saúde, Câmara dos Deputados, Senado Federal e entidades médicas. Veja aqui
· A ABRAN convocou da imprensa para uma coletiva, às vésperas do último painel técnico sobre o tema, em Brasília. Confira aqui
· Durante todo o processo, a ABRAN manteve seus associados informados. Leia aqui mais um dos materiais divulgados
· A ABRAN referendou o seu posicionamento de defesa dos direitos dos médicos junto aos meios de comunicação. Veja as bases dos materiais divulgados
· A ABRAN também criou um abaixo-assinado contra a proposta da Anvisa. Clique aqui e assine também!
· Realizamos uma análise e, baseados em estudos, contestamos os critérios utilizados pela Anvisa para a proibição dos medicamentos para tratamento da obesidade. Confira aqui a análise
· O assunto também é o principal destaque da edição 24 do Boletim Brasileiro de Nutrologia (BBN). Confira aqui o BBN 24
· Colhemos e destacamos depoimentos de médicos sobre a polêmica. Confira aqui
A ABRAN conta com seu apoio para continuarmos firmes em defesa dos pacientes com obesidade!




sábado, 13 de agosto de 2011

PEDIATRAONLINE


Além deste blog, agora possuo um site onde posto informações referentes à saúde, nutrição, vacinação, desenvolvimento, higiene e segurança. Estou apenas iniciando com algumas postagens e já incluí o calendário de vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria; notícias sobre a campanha de vacinação antipólio que acontece hoje, e a campanha contra o sarampo que se extende até o dia 16 de setembro; um texto sobre nutrologia; orientações para uma boa alimentação, principalmente para aqueles que precisam emagrecer e os 10 passos para uma alimentação saudável, onde são dadas dicas de como introduzir alimentação complementar às crianças acima dos 6 meses. Estes 10 passos fazem parte de uma campanha do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Curvas de crescimento, peso e IMC para as respectivas faixas etárias também estão disponíveis.

Para quem quiser acessar, o endereço é: http://www.pediatraonline.com.br/anateresalondres, ou link aqui e veja todas as postagens.

sábado, 7 de maio de 2011

A HORA DO LANCHE


O que deve ir numa lancheira? Este é o dilema de muitas mães. Nem sempre as opções mais saudáveis são aceitas pelas crianças. Levar fruta? Nem pensar, respondem, não vou pagar este mico. Quanto maior a criança, maior a dificuldade na aceitação do lanche saudável, e muitas crianças querem comprá-lo na cantina. As mães aceitam a proposta dos filhos, facilita a vida e a escola diz que é saudável. Não tem mais frituras, só assados. Mas que assados! São pizzas, esfirras, pão de queijo, pão de batata recheado com requeijão, croissant de chocolate e por aí vai a lista dos alimentos "saudáveis" das cantinas. Para acompanhar, um "refri" ou suco de caixinha. Além de muita gordura saturada e trans, excesso de açúcar nas bebidas. Este é o lanche escolar da maioria das crianças. As que levam de casa, muitas vezes seguem o mesmo padrão: pão de queijo, salgadinhos, bolachas recheadas e bolinho comprado pronto.

Pensando nesta dificuldade, criei este de bolo de maçã com canela. É de fácil preparo, com ingredientes saudáveis. Utilizei forminhas de papel tipo cupcake e facilmente podem ser incluídos nas lancheiras.

Preparo passa a passo:

1 - Separe todos os ingredientes


• 1 xícara não muito cheia de farinha de trigo (± 80g)
• 1 xícara não muito cheia de aveia flocos finos (± 60g)
• 1 c. sopa de fermento químico em pó
• 1 xícara de açúcar mascavo (± 80g)
• ½ c. chá cheia de canela em pó
• 2 ovos inteiros
• ¼ xícara de óleo de canola (ou outro vegetal) (50 mL)
• 1 maçãs media Fuji picada grosseiramente com casca
• ½ limão
• 1 maçã média Fuji picada com casca banhada em suco de meio limão (se as maçãs forem muito grandes, usar no total 1 e ½ maçã)

2 - Misture bem todos os ingredientes secos.



3 - Bata no liquidificador os ovos, óleo, e a maçã grosseiramente picada.


4 - Misture os líquidos nos ingredientes secos e acrescente a maçã picadinha.



5 - Preencha até quase a borda forminhas de papel tipo cupcake (este bolinho cresce muito pouco). O melhor é colocar as forminhas de papel dentro de forminhas de empada.



6 - Leve ao forno 180° (forno médio) por cerca de 30 a 40 minutos. Teste com palito que deve sair seco.

Veja a baixo a receita completa.

domingo, 1 de maio de 2011

O CAFÉ DA MANHÃ

É a primeira refeição do dia e muito importante. Para muitos é super valorizada e outros a ignoram, só começando o dia no almoço.

O suplemento Paladar, do jornal O Estado de São Paulo desta semana, apresentou uma grande matéria sobre os diferentes “cafés da manhã”. Conhecemos bem o nosso café com leite e pão com manteiga, o breakfast americano com bacon e ovos, o croissant do francês ou media luna argentina. Na Espanha, eles costumam comer pão molhado com polpa de tomate, azeite de oliva e fatias de tomate. Experimentei esta novidade e achei muito bom, além de saudável. Este costume deve ter a influência moura sofrida pela Espanha, pois na Turquia, onde o café da manhã mais parece um almoço, inclui também o tomate, azeite de oliva, além de azeitonas, linguiças, ovos, pepinos e queijo feta.

Os países asiáticos, com sua cultura completamente diferente, alimentam-se, para nós, bizarramente. Muitos pratos são salgados incluindo arroz, sopas, carnes de porco, peixes ou gado e vegetais. Os chineses além de arroz cozido, gostam dele em mingau salgado e amendoim frito. Os coreanos incluem prato com carne (Bul go gui), conserva picante de acelga fermentada (Kimchi), sopa de bacalhau e chá verde. Os tailandeses não ficam para trás, com um café da manhã muito farto e substancioso. O arroz está presente em muitas preparações: puro, no mingau salgado (congee), em espaguete com curry, com sangue de porco e outros pratos exóticos (fonte Paladar, O Estado de São Paulo, 28 de abril de 2011).

Estive em um grande hotel em Sevilha, grande mesmo, pois tinha mais de 600 quartos e fiquei impressionada com a variedade do buffet de café da manhã (as fotos são deste hotel). Até feijão estava lá, e eu nem imaginava que alguém poderia comer algo assim.

Tomates e polpa de tomates

Queijos e frios

Feijão e etc.....

Um suco de laranja natural delicioso

A primeira refeição do dia é muito importante para o organismo. Além de dar energia ao cérebro e ao corpo, desperta nosso metabolismo. Quando dormimos, o metabolismo fica lento e só retorna ao ritmo normal após a ingestão de algum alimento. Os adolescentes são mestres em pular esta refeição, sempre alegando que não têm fome ou estão atrasados para escola. Isto ocorre principalmente naqueles que apresentam uns quilinhos extras. É um grande erro! Existe uma relação já comprovada em trabalhos, entre o excesso de peso e a ausência do café da manhã.

Por favor, comece o teu dia com um café da manhã. Não precisa ser como os americanos ou orientais! É um bom momento para ingestão do cálcio presente no leite ou derivados, iogurte, coalhada, e queijos. Nossos e vossos ossos irão agradecer.