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quarta-feira, 9 de março de 2011

RECEITAS DA CONFRARIA

Fazem exatos nove meses que a Confraria Curitibana de Gastronomia se reuniu pela última vez. Sendo que o último jantar foi após um longo verão e inverno sem encontros. Ou seja, a confraria está agonizando. Talvez, em vez de uma extrema-unção ou um respirador, um bom prato de comida ou uma sobremesa bem gostosa ressucite a nossa confraria.

Ela foi ativa por muitos anos. O grupo começou a cozinhar junto em 2002 ou 2003, na casa do Celso Freire. Posteriormente, os jantares passaram a ser preparados na cozinha da casa do Lubomir, e foi lá, em 2004, que eu entrei para a confraria. Nesta época, as reuniões eram quinzenais. Haja disposição para tantos pratos e sobremesas! Em todos estes anos, tudo era preparado no dia, todos juntos. O jantar era composto de entrada, prato e sobremesa. Cada um fazia um pouco. Posteriormente, decidiu-se criar o chef da noite, ou dia, pois às vezes fazíamos almoço na sede campestre, casa da Telma. O chef seria responsável pelo cardápio, faria as compras e distribuía as tarefas. As receitas podiam ser de livros, inventadas ou copiadas de alguém. Só não podiam ser repetidas. Nem imagino quantas receitas preparamos. No inicio, não existia uma organização, blogs, e etc. As primeiras receitas ficaram meio perdidas. Em 2004 a Telma montou um CD com várias receitas e em 2009, o blog. Tínhamos uniformes, logotipo, cada um suas facas e eu sempre levava a minha mala. Lá havia tudo o que podíamos precisar. Fernanda se dizia ajudante e fez uniforme azul, enquanto os dos outros eram brancos.

Como o blog da confraria está praticamente inativo, farei aqui alguns links para as receitas e buscarei outras que não estão no blog.

Vou começar com três pratos de carnes:
Clik nos links abaixo:

segunda-feira, 24 de maio de 2010

UMA NOVA CONFRARIA

No domingo passado tivemos aqui em casa um almoço da confraria, depois de cinco meses de recesso. Foi ótimo, cozinhamos, nos divertimos, comemos bem e bebemos bons vinhos. Fiz uma postagem contando o evento, fotos e receitas no blog da confraria. Acesse nosso site .

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CONFRARIA DE OUTUBRO


Embora com muito atraso, só hoje fiz uma postagem sobre nosso encontro de outubro. Neste jantar tivemos como entrada uma Trouxinha recheada com pato, passas e especiarias. O prato foi Tournedos à Rossini: batatas grelhadas, mignon alto, foie gras, champignons e molho madeira. Fácil e uma delícia. À sobremesa uma Tortinha de maçã com damascos, amêndoas e sorvete de baunilha. Ficou tudo ótimo. Leia os detalhes e as receitas no blog da Confraria.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ERROS E ACERTOS

Nossa confraria é um laboratório de pratos e sobremesas. Procuramos sempre receitas inéditas para nós, que na maioria das vezes são experimentadas nos nossos encontros. Os convidados são devidamente avisados que às vezes algo pode não dar certo. Sabemos que corremos este risco, mas isto faz parte da diversão. Para ser honesta, é raro algo dar errado, mas desta vez deu.

Fernanda, Jussara, eu, Aldo e Ireni (Telma também estava, provavelmente preparando a massa)

Há cerca de 10 dias, tivemos um almoço na nossa sede campestre, chácara da Telma em Campo Largo. Jussara Voss e Romildo debutando como confrades. Um casal amigo da Telma e Juliano eram convidados. Domingo chuvoso, mas saímos de lá 10 horas da noite. Na saída, Romildo deu de presente para Telma uma paleta de cordeiro que havia trazido do seu sítio, a qual rapidamente foi para o forno, deliciosa, macia, muito saborosa. Quem estava se retirando, deu meia volta e ficou para experimentar esta delícia, inclusive nós.

Foie Gras com figo, molho de aceto balsâmico

A entrada esta ótima: foie gras salteado com figo grelhado e geléia de figo. A geléia eu levei pronta.

O prato foi um ravioli recheado com camarão, manga e molho com gengibre e limão siciliano. O problema foi que a massa ficou um pouco grossa, mas o recheio e o molho superaram.

Ravioli recheado com camarão e manga, molho gengibre e limão siciliano

A sobremesa ficou boa de gosto, mas desmoronada. Nada ficou na consistência adequada. Era um creme de chocolate com amêndoas em baixo que deveria ter ficado congelado, e não ficou. O zambaione também desmoronou. A receita mandava fazer com ovos inteiros, coisa que nunca vi, sempre é somente com as gemas. O pobre do sorvete ficou esquecido na sorveteira, e não endureceu. Ou seja, algo que seria servido em camadas sobre um prato, foi para uma cumbuca. Valeu o esforço e a experiência.

Parfait de chocolate e amêndoas

Lá pelas tantas, enquanto esperávamos a paleta ficar pronta, achamos uns pedaços de foie que rapidamente foram para a frigideira e servidos sobre torradinhas e geléia de figo. Tudo finalizado com Flor de sal.
Paleta assada com ervas

Mais detalhes e as receitas estarão no blog da confraria que será postado pela Fernanda. Ela foi a chef do dia.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CONFRARIA E A POLENTA



A cada confraria um de nós tem que definir o cardápio. Pensamos, olhamos em livros, conversamos e tentamos não repetir receitas, exceto a tal da polenta, que já apareceu várias vezes. Bem certo que sempre de roupa nova, mas está lá no cardápio com freqüência. Na última vez, a Telma fez uma polenta de quirera com champignon, e agora sugeri polenta mole com manteiga de trufa e ovo pochê. Aquele impasse. Vamos repetir a polenta? Depois de algumas experiências com cremes de outros ingredientes para combinar com a manteiga de trufa e o ovo, decidimos mesmo pela polenta. Realmente ficou uma delícia.

O restante da postagem, assim como as receitas e fotos estão disponíveis no blog da confraria.

sábado, 9 de maio de 2009

CONFRARIA DE ANIVERSÁRIO



O mês de abril já passou e só agora vou falar da confraria que aconteceu no dia 17. Aproveitei para comemorar meu aniversário com meus amigos confrades. Desta vez foi um jantar na minha casa e o João, o responsável.

Cada confrade tem a liberdade para escolher o cardápio em seu dia de chef e o faz a sua maneira. Uns inspiram-se em livros, em chefs famosos, outros adaptam receitas que gostam, e o João inventa. Ele é o nosso confrade mais criativo, detalhista e minucioso, talvez por isto seja também arquiteto. Seus pratos são releituras, desconstruções de pratos clássicos, utilizando algumas técnicas diferentes. Vem com a receita escrita a mão e o desenho da montagem não podia faltar.



Ele preparou como entrada, uma nova releitura de uma moqueca de camarão. A montagem do prato começava com quadradinhos de gelatina: um de salsa e coentro e outro de cebolinha. Uma gelatina foi regada com azeite de gengibre e outra com azeite de tomate seco. Os azeites ele já havia preparado previamente. Sobre cada gelatina um camarão já salteado. A calda do camarão foi preenchida com gelatina de chá preto bem aromático. Um pouco do tomate seco bem picadinho num canto, um creme de alho em outro, e espuma de leite de coco completavam o prato. Com esta entrada tomamos um vinho branco italiano Pinot Grigio - Jensen, 2007.



O prato principal não foi menos trabalhoso: peito de perdiz recheado com uma fatia fina de foie-gras, envolto novamente na pele e salteado. Esta pele foi retirada e substituída por folhas de repolho previamente escaldadas e terminado o cozimento no forno. Para acompanhar, uma compota feita com figos frescos, tâmaras e damasco. Harmonizou muito bem com um tinto do produtor Claude Courtois do Vale do Loire, Racines du Paradis, Cabernet Franc, 2006.



Romeu e Julieta foi a inspiração para a sobremesa: calda morna de goiaba, sorbet de marcarpone e tangerinas flutuantes, ou seja, uma gelatina de tangerina. O doce foi dado pelo sorbet. Gostei muito da combinação, pois individualmente faltava açúcar na calda e na gelatina, sobrando no sorbet, mas tudo junto ficou bem equilibrado e acompanhou o vinho de Sauterne Château Doysi-Vendrine, 2001. A receita da sobremesa você pode ver no blog da confraria.

Também servi um bolo, tradicional da família: pão-de-ló com calda de amoras da fazenda que fez par com um vinho do Porto Vintage Nieeport 1994. Este bolo já está postado em receitas de familia e a receita você pode ver aqui.

segunda-feira, 2 de março de 2009

CONFRARIA DE FEVEREIRO




Mês de fevereiro já passou e ainda não falei da última reunião da confraria. Foi um jantar ‘en petit comité’, pois éramos apenas 7 pessoas, na minha casa. A Fernanda foi a responsável da vez, e nos regalamos com uma entrada fria de cavaquinha poché com 2 molhos, um chutney de tomate, delicioso e uma maionese feita em casa. Receita inspirada numa entrada do restaurante Balthazar de Nova York.



Como prato principal, tivemos um medalhão de mignon com molho béarnaise e batatas crocantes. Receita do Anthony Bourdain, do restaurante Les Halles, também de Nova York. O molho béarnaise é quase uma maionese quente, feita com manteiga clarificada. Primeiramente a cebola é bem picada e cozinha em fogo baixo, mergulhada em vinho branco, até quase secar. Em banho-maria, acrescenta-se gema de ovo e lentamente a manteiga clarificada, mexendo sem parar. Como tempero, usa-se além do sal e pimenta, o estragão fresco. Uma erva muito usada na França. As batatas foram cortadas com casca e fritas em 2 tempos, o que as deixa mais sequinhas e crocantes.

A sobremesa foi uma Tatin de banana, receita do inglês Gordon Ramsay, servido com sorvete de canela de minha autoria.



Quando se fala em ‘Tatin’, se remete a ‘Tarte Tatin’, famosa torta de maçãs feita com as frutas em baixo e a massa por cima. No momento de servir, vira-se, ficando a massa por baixo. Deve ser servida quente. Foi inventada pelas irmãs Tatin, donas de um restaurante no interior da França no século XIX. Diz a lenda, que no momento de preparem uma torta de maçã, uma das irmãs estava muito distraída e esqueceu-se da massa. Quando retirou do forno e percebeu o erro, a outra irmã rapidamente colocou a massa por cima, retornando a torta ao forno. Os clientes adoraram e esta nova torta que nunca mais saiu do cardápio e ficou famosa em todo o mundo.




Vinhos servidos: Nimbus Estate, um chileno da uva Sauvignon blanc 2008; Crios, Suzana Balbo, Torrontes, também branco. Posteriormente um tinto australiano, Cabernet Sauvignon, Bleasdale 2005. Para sobremesa, o excelente Sauterne Doisy Daëne, 2002.



Mais detalhes do jantar, fotos e as receitas estão publicadas no blog da Confraria.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

CONFRARIA À ARZAK



Neste domingo tivemos o primeiro encontro mensal de 2009 da Confraria Curitibana de Gastronomia. Em cada reunião um confrade fica responsável pelo cardápio, compras e divisão de tarefas, sendo eu a responsável do mês. Como estive na Espanha recentemente e estou ainda sob a influência da nova gastronomia espanhola, decidi por um cardápio do Arzak: Juan Mari Arzak é um dos grandes nomes da gastronomia espanhola. Seu restaurante localiza-se em San Sebastian e possui desde 1989 três estrelas no Guia Michelin. Não tive a oportunidade conhecer, mas comprei um livro de suas receitas, as quais são passíveis de serem preparadas. De lá tirei todo o nosso almoço. Tive que fazer algumas adaptações nos ingredientes, pois nem tudo se encontra por aqui.

Arzak e Elena

Arzak, 66 anos, é natural de San Sebastian ou Donostia como dizem os bascos. Foi um dos precursores da nova culinária espanhola. Desde 1965 atua no restaurante que pertence a sua família. Hoje ele tem o auxílio de sua filha Elena a qual representa a quarta geração no ramo da gastronomia.



Como entrada escolhi CUAJADO DE ESPÁRRAGOS Y GAMBAS COM BACALAO AHUMADO Y VINAGRETA DE PASAS Y JENGIBRE. Cuajado é um tipo de pudim, assado no forno em banho-maria. Usamos os aspargos, camarões (gambas) e ao invés de bacalhau defumado que não encontrei, utilizei hadoque defumado.Veja receita aqui.



O Prato principal foi um entrecôte com molho de pimentão amarelo e batatas cozidas no azeite de oliva com baunilha - ENTRECOT DE BUEY CON FLORES DE SAL, SALSA DE PIMENTO AMARILLO Y PATATAS AVAINILLADAS. A baunilha deu um toque adocicado surpreendente, contrastando com o pimentão e a flor de sal utilizada na carne.Veja a receita aqui.

A sobremesa estava bem refrescante: MELOCOTONES ASADOS COM HELADO DE VAINILLA Y SALSA DE AMORAS COM VINO TINTO. Traduzindo: Pêssegos assados com sorvete de baunilha e couli de amoras e vinho tinto. A receita original era com framboesas. Como estamos na época das amoras, preferi utilizá-las. Fiz um sorvete de baunilha com hortelã, que casou muito bem.



RECEITA DA SOBREMESA:

MELOCOTONES ASADOS CON HELADO DE VAINILLA Y SALSA DE FRAMBOESAS (AMORAS) COM VINO TINTO Y PACHARÁN DE NAVARRA

Ingredientes para 4 pessoas:
Para os pêssegos assados:
•4 pêssegos grandes
•1 taça de licor de pêssego (ou outro)
•3 colheres de açúcar
•1 copo de água
•1 colher pequena de suco de limão
•Algumas folhas de menta fresca

Para o couli de amoras (ou framboezas):

•200g de amoras frescas (a receita original é com framboezas)
•100 ml de vinho tinto
•1 ramo de canela
•3 colheres pequenas de açúcar mascavo
•1 copo de Pacharán Navarra (tipo de licor) – foi usado licor de pêssego

E ainda:

•Sorvete de baunilha e menta fresca

Preparo:


Para os pêssegos:
1.Lavar e descascar os pêssegos reservando as cascas limpas e os pêssegos.
2.Colocar em panela a água, açúcar, licor, suco limão, cascas dos pêssegos e folhas de menta e cozinhar em fogo brando por cerca de 12 minutos. Reduzir o líquido a metade e coar.
3.Cortar os pêssegos ao meio, retirar os caroços.
4.Arrumá-los em assadeira, regando com o líquido anterior.
5.Assar em forno a 170° por cerca de 20 minutos. Regar no meio e final da cocção.
6.Retirar do forno e deixar em temperatura ambiente.

Couli de Amoras:
1.Colocar as amoras em bol, regar com o licor e deixar macerando por 2 horas.
2.Reduzir o vinho tinto a metade com a canela e açúcar.
3.Acrescentar às amoras o vinho reduzido.
4.Triturar e coar.
5.Manter na geladeira.

Montagem:

No centro de prato colocar 2 metades de pêssegos com o seu caldo; ao lado1 bola ou quenelle de sorvete. Couli de amora em volta e decorar com folha de menta.

As outras receitas serão postadas posteriormente no blog da Confraria

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

CONFRARIA DE ANO NOVO

Foto Eduardo Pinha


O ano novo passou e a festa que foi só com amigos e familiares ficou para sempre na memória. Para não ficar só na memória, mesmo com atraso, vou mostrar aqui um pouco da nossa ceia. Éramos 12 pessoas: amigos da nossa confraria, filhos e nora.

Nos encontros da confraria, sempre se prepara uma entrada, um prato e sobremesa, tudo feito na hora. Desta vez foi diferente. Ninguém estava a fim de passar o ano novo trabalhando, então decidimos que os pratos viriam quase prontos. Decidimos também inovar. Menu degustação com 8 pratos, além de aperitivos, queijo e um consomé para finalizar. Foi um certo exagero, mas saiu tudo perfeito. Cada um ficou responsável por dois pratos e assim ninguém se sobrecarregou. Os vinhos não ficaram para trás, estavam excepcionais. O jantar foi longo. Paramos para brindar a passagem do ano após as entradas. Seguiu seu curso sem pressa até as 4 horas da manhã quando finalizamos com o consomé de beterraba feito pelo João. Evita qualquer ressaca.

As minhas contribuições para o jantar foram uma entrada e uma sobremesa. Como entrada fiz um gelado de foie gras com maçã caramelada, redução de vinho do porto e pistache para dar um crocante. Tentei fazer um prato que comi em Portugal, num jantar oferecido pela Caves Messias preparado pelo chef português Marco Gomes, do restaurante Foz Velha na cidade do Porto. Fiz uma mousse de foie gras adaptando uma receita do Paul Bocuse e depois bati numa máquina de sorvete. Acabou dando super certo.

Na sobremesa utilizei amoras. Dei o nome de Concerto de Amoras: mini-charlotte de amoras com uma calda, um sorbet e amoras frescas.

O festa começou com Finger Food à Telma: Canelone de abobrinha com bacalhau; Polvo confitado e atum com maionese de maçã.

Canelone de Abobrinha com Bacalhau

Polvo Confitado

Atum com Maionese de Maçã

À mesa, iniciamos com as entradas: Gelado de Foie Gras. Em seguida uma Emulsão de peixe com Tobikko laranja (que são umas ovas de peixe muito finas e saborasas de cor laranja) juntamente com consomé de aspargos. Isto preparado pelo João. A terceira entrada foi do Aldo: Vieiras grelhadas com salada de lentilhas, as quais dão sorte e não poderiam faltar.

Gelado de Foie Gras

Emulsão de Peixe

Vieiras e Salada de Lentilhas

Após uma pausa para os fogos e brindes de Ano Novo, retornamos à mesa e a Fernanda nos serviu um bacalhau grelhado com molho de tomate, azeitonas, pinoli e polenta fresca. Em seguida passamos ao segundo prato, também da Fernanda: Nhoque de abóbora com castanhas e trufas. O terceiro prato foi da Telma: Costelinhas de porco assadas em baixa temperatura com seu juz e arroz negro recheado com queijo de cabra.

Bacalhau com Polenta

Nhoque de Abóbora e Castanhas

Costelinhas de Porco com Arroz Negro

As sobremesas foram duas: o João se encarregou de Purê Dulce de Patata a La vainilla, receita do Ferran Adrià e eu fiz o já falado Concerto de Amoras.

Purê Dulce de Patata à La Vainilla

Concerto de Amoras

Para completar o Concerto de Amoras, a Telma trouxe Macarron de Amoras feitos por ela.

Macarron de Amoras

Ainda não chegamos ao fim: Um queijo da Serra da Estrela que nos foi oferecido por José Matias na nossa visita à sua queijaria, e às 4 horas da manhã, finalizamos com o Consomé de Beterraba feito pelo João. Um pouco de extravagância não fez mal a ninguém.

Queijo da Serra da Estrela

Consomé de Beterraba

Fotos de todos os participantes

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CONFRARIA FRANCO-ESPANHOLA-BRASILEIRA



Este domingo tivemos depois de longo inverno uma nova confraria. Fazia tempo que minhas facas não saíam da mala. Em primeiro lugar porque a minha cozinha ainda não ficou pronta, e também os encontros da confraria não aconteceram. Inspiradas que estávamos com o evento em São Paulo, embora seja difícil copiar qualquer daqueles chefs, nos aventuramos em algo terreno e conseguimos bons resultados.


Como entrada iniciamos com um tartar de salmão sobre abacate e crocante de couve. Similar a este, é o tartar de atum que comemos no restaurante Eñe,em São Paulo, dos irmãos espanhóis Sérgio e Javier Torres.


Fizemos uma segunda entrada, quente, inspirada no Claude Troigros. Esta ele preparou no evento Mesa Tendências. Deu o nome de Palmito “Os A Moelle” recheado com foie gras e farofa de quinoa.Usamos o palmito pupunha assado, recheado com foie gras e palmito picados e quinoa frita.


O prato principal foi um robalo pele crocante, cozido no azeite de oliva com ervas e acompanhado de purê de raízes (mandioquinha, cará, inhame) com caviar de tapioca e tinta de lula. O acompanhamento foi inspirado no prato do Eñe, que era somente purê de cará com caviar de tapioca.


As sobremesas foram um panna cotta com calda de frutas vermelhas e um sorvete de torrone, feito com castanhas do Brasil, receita do Javier Torres. Um torrone legítimo, recém chegado da Espanha acompanhou.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

CONFRARIA DE 9 DE AGOSTO




Neste último sábado, dia 9 de agosto, apesar da chuva, tivemos um ótimo almoço da nossa confraria. A chuva e o friozinho abriram o apetite. O grupo era pequeno, éramos oito, e tudo saiu perfeito. O responsável por esta “confra” foi o João, e ajudamos na execução.

Como aperitivos, começamos com um vinho branco francês, Viognier – Jean Luc Colombo, 2006 (Importadora Decanter,R$57,00). Tínhamos uma terrine de funghi (do Bon Vivant, no mercado municipal), queijo de cabra e um azeite de trufas oferecido pela Telma.





Entrada: Filé de garoupa confitada em azeite aromatizado com amêndoas, cebola caramelizada e farinha de shimeji. O vinho foi um argentino, Crios da Suzana Balbao, uva torrontes, de 2007(Importadora Cantu, R$32,00). Eu gostei mais do primeiro vinho, que também harmonizou com o peixe.


Prato principal: pasta cozida como risoto, com tinta de lula e lulas picadas. Foi acompanhado por um tinto leve, espanhol, Gran Feudo crianza 2004, do Chivite. Um corte de uvas tempranillo, garnacha e cabernet sauvignon (Importadora Mistral, R$45,00).














Sobremesa: Pêra cozida em calda de vinho branco aromatizada com açafrão e sorvete de azeite de oliva. Escoltada pelo vinho de sobremesa argentino Catena 2006 – Semillon doux (Mistral,R$70,00).

Finalizamos com um excelente Porto Fonseca, Quinta do Panascal, do ano 2000.

Mais fotos deste almoço e algumas explicações sobre a preparação dos pratos encontra-se no link:
Flickr: galeria de fotos de anateresa.londres

Receita da sobremesa, PERAS COM AÇAFRÃO é de fácil execução:

10 porções:
Ingredientes:
-5 peras não muito maduras descascadas e sem as sementes.
-1 garrafa (750mL) de vinho branco seco.
-100 g de açúcar.
-pistilos de açafrão (cerca de 30).
Preparo:
Ferver o vinho com o açúcar, acrescentar os pistilos e as peras. Deixar cozinhar até que fiquem macias.
Retirar as peras e reduzir a calda.
Servir com sorvete.

Sorvete de azeite de oliva

Preparar um creme anglaise sem a baunilha.
Levar para a sorveteira e na metade do procedimento, acrescentar azeite de oliva extra-virgem de excelente qualidade. Aqui foi usada o azeite português Carm .
Para 500 mL de creme anglaise, acrescentar 100 mL de azeite de oliva.

Creme anglaise para este sorvete:
INGREDIENTES:
- 500 ml leite integral
- 6 gemas
- 100 g açúcar
PREPARO:
- ferver o leite
- bater gemas com açúcar como uma gemada
- aos pouco ir derramando o leite na gemada, misturando, com cuidado para não talhar as gemas
- levar ao fogo brando, mexendo sempre com espátula por cerca de 15 minutos até que engrosse um pouco. Cuidado para não levantar fervura, senão talha. Não deve ultrapassar 85°; Se talhar, bater no liquidificador e coar.