Mostrando postagens com marcador Adolescente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adolescente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de junho de 2012

CONVERSANDO COM O PEDIATRA

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está com um site dirigido aos pais. São assuntos variados, desde a gestação até a adolescência.
Esta semana saiu uma matéria sobre obesidade infantil que transcrevo abaixo. Vale a pena conhecer o site: Conversando com o Pediatra

Obesidade
Departamento de Endocrinologia da SBP

Como saber se meu filho está com sobrepeso ou obeso?
Obesidade e Sobrepeso são situações onde existe excesso de tecido gorduroso, sendo que a diferença entre elas está na intensidade desse excesso. Uma maneira prática para sabermos se uma criança está acima da faixa de peso saudável é através do índice de massa corporal (IMC). Existem curvas de IMC para meninas e meninos e os valores de IMC que definem peso adequado, sobrepeso e obesidade são diferentes para cada idade. O pediatra que acompanha seu filho deve preencher essas curvas a cada consulta.
Quais as causas da obesidade em crianças e adolescentes?
É comum os pais pensarem que o excesso de peso da criança decorra de algum problema hormonal. Apesar de possível, essa é uma situação rara. Na maioria das vezes ele resulta de hábitos alimentares inadequados e sedentarismo. Os erros alimentares mais comuns que podem levar ao excesso de peso são: pular refeições, em especial o café da manhã (com excesso compensatório nas refeições seguintes); substituição das frutas por “calorias vazias” (doces, biscoitos recheados e salgadinhos) nos lanches e sobremesas; poucas verduras e legumes; excesso de massas e frituras nas refeições principais ou substituí-las fast foods. Cerca de 60% das crianças e adolescentes brasileiros tem menos de 3 horas de atividade física por semana. Apesar da genética poder predispor o indivíduo ao excesso de peso, ela só se manifesta se o ambiente permitir, ou seja, se a criança tiver uma dieta inadequada e/ou pouca atividade física. Como tanto as necessidades como o gasto calórico são diferentes de pessoa para pessoa, é fundamental reconhecer os limites individuais de cada criança, para que ela tenha seu ganho de peso e crescimento adequados, o que é feito durante as consultas pediátricas.

Quais as consequências da obesidade?

O excesso de peso é sempre uma questão de saúde. Atualmente, cerca de 80% das crianças e adolescentes obesos se tornam adultos obesos, mas essa previsão pode e precisa ser mudada. A obesidade nessa faixa etária pode causar elevação dos níveis de gordura e de açúcar no sangue (predispondo alguns a um risco maior de diabetes tipo 2), aumento da pressão arterial, dores nas pernas, maior risco de fraturas ósseas, problemas de relacionamento social e até depressão.

Como evitar o excesso de peso na infância?

Para que a criança tenha um adequado ganho de peso são importantes cuidados desde o nascimento: manter o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses; seguir as orientações do pediatra no momento do desmame; pais, responsáveis e escolas devem dar exemplo, reforçar e incentivar hábitos alimentares saudáveis, como não pular refeições, comer frutas e sempre ter verduras e legumes no almoço e jantar; evitar excesso de guloseimas, frituras e fast foods; assim como propiciar regularidade na atividade física. Para garantir a saúde e detectar precocemente um inadequado ganho de peso e evitar a obesidade, todas as crianças e adolescentes devem manter visitas regulares ao pediatra durante toda a fase de crescimento.

sábado, 14 de janeiro de 2012

ADOLESCÊNCIA

O texto abaixo copiei do site CONVERSANDO COM O PEDIATRA. Este site é elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e aborda assuntos variados, para todas as idades, desde o pré-natal até o adolescente. É direcionado ao público leigo, pais e educadores. Vale a pena visitá-lo!

Adolescência
Departamento de Adolescência da SBP

“A adolescência é como um muro de vidro: não há portas nem passagem, só a disposição de crescer para transpô-lo. Quem tenta escalá-lo só o fará após muitos escorregões. Quem ousa parti-lo, há de ferir-se com seus estilhaços. Do lado de cá, há reminiscências de ternura e aconchegos; do outro, promessas de conquista e êxtase.” (anotações de um adolescente)
A palavra “adolescer” vem do latim e significa crescer, engrossar, tornar-se maior, atingir a maioridade. Dos seres vivos, os humanos são os únicos que vivem a adolescência como uma etapa importante do desenvolvimento, marcada pelo crescimento físico, cognitivo, afetivo, moral e social.
O conceito de adolescência refere-se ao período da vida que vem logo após a infância e precede a idade adulta. Segundo a Organização Mundial da Saúde, transcorre dos 10 aos 20 anos.
Adolescente! Esse ser especial tem na segunda década da vida o seu viver mais iluminado, mais bonito na estética e mais elástico nas possibilidades; quando a vida explode em mil cores, tão fortes, tão coloridas e especiais, que deixarão na memória sons, cheiros e imagens inesquecíveis e incomparáveis.
A adolescência é palco de mudanças físicas visíveis que representam a maturação do corpo, e a isso se dá o nome de puberdade. Já a mudança interna, mais difícil de ser entendida, interfere em seu comportamento, em suas ações.
Essas mudanças ocorrem paralelamente, mas em velocidades diferentes, principalmente quando os jovens são de sexos opostos.
A adolescência, para fins didáticos, pode ser dividida em “inicial” (10 a 14 anos) e tardia (15 a 19 anos), sendo a fase inicial mais turbulenta, visto que aí as mudanças ocorridas aparecem de forma brusca sem tempo para o indivíduo interpretar os fatos. Já na fase mais tardia, o indivíduo consegue entender melhor as transformações.
A formação da identidade é a principal tarefa do adolescente. Às vezes vale a pena perguntar quem é esse ser. Por que, de repente, ele se torna ora um sujeito mais que humano, ora uma pessoa detestável, na procura dessa identidade?
Nesse contexto, a família é fundamental. A busca da identidade, a ânsia de ingressar no mundo adulto e, ao mesmo tempo, o medo de fazer parte dele fazem com que o adolescente queira estabelecer normas próprias e fazer as coisas do “seu” jeito. Tudo isto com um único objetivo: ter uma identidade própria! Ser diferente dos pais! Ser igual a quem?
E tudo isso adquire uma dimensão ainda maior quando essa adolescência é vivida nos tempos atuais, com essa família “mutante”, como se vê na nossa realidade, recheada de casamentos, divórcios, recasamentos, novas estruturas familiares, um novo modelo de família. E independente do modelo de família onde o adolescente está inserido, é necessário que os pais ou responsáveis pelos mesmos tenham em mente dois pré-requisitos básicos:
  • Diálogo – sempre e sobre TUDO, de uma forma clara e honesta.
  • Limites – fundamental na relação com o adolescente. E esses limites não podem ter início na adolescência e sim na mais tenra infância. Impor limites faz parte do processo educativo, e essa é uma das funções da mãe e do pai.
Ausência dos pais aumenta a vulnerabilidade do jovem Nesse espaço onde o adolescente está se buscando, a família atual está se tornando cada vez mais omissa, ausente. E isso se observa em todas as camadas sociais, tanto nas vielas sofridas e escuras da periferia, quanto nos bairros nobres, habitados por gente de boa formação. Percebemos tanto nos lares ricos quanto nos pobres um assustador abismo afetivo. O vazio emocional, somado à falta de limites, ao desinteresse e ausência dos pais são considerados fatores de risco que estão a todo o tempo rondando o adolescente, devido à sua natural vulnerabilidade. E isso pode se tornar um campo fértil para o consumo de drogas, para a violência, a infração das regras e a transgressão dos limites.
Ausentes, os pais delegam a sua função educativa à escola, também despreparada, e que, mal dando conta das suas próprias dificuldades, se depara com esses jovens portadores de enormes lacunas não preenchidas pela família: faltam carinho, valores, crenças, expectativas, comportamentos, normas sociais, diálogo e limites. E explode o bulliyng, essa forma tão antiga e cruel de agressão entre os pares, muitas vezes com consequências graves.
Vivemos uma verdadeira cultura de violência, em todos os níveis: físico, psíquico e emocional. Videogames, filmes, novelas, desenhos animados e até propagandas estimulando a violência e a cultura da competição. Além do fácil acesso às armas, a proliferação incontrolada das drogas lícitas e ilícitas.
No nosso país, o exemplo que vemos é corrupção, mentiras, fraudes, impunidade, em todos os níveis. A violência infanto-juvenil nas ruas, lares e escolas brasileiras é, na verdade, apenas a parte visível do iceberg e revela um fenômeno muito mais sério, incrustado na sociedade, que é preocupante e temeroso ao mesmo tempo: a falta de atenção às crianças e adolescentes, antes representantes da nação do futuro, hoje protagonistas da violência que explode nas casas e nas ruas, pela falta de liderança dentro e fora da família.
É necessário e urgente fazermos alguma coisa para garantir a cidadania das nossas crianças e adolescentes. E cabe a todos nós, pais e mães a responsabilidade de “criar” essa geração, com o amor, o carinho e os limites que eles pedem e merecem!