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sábado, 13 de agosto de 2016

VINHAS VELHAS

Foto Revista Adega
O que são "vinhas velhas"?
Com esta pergunta, Marlene Beck, na reunião da Confraria Feminina do Vinho de Curitiba, incitou todas nós a pensar um pouco. Vinhas de 80? 50? 30 anos?
Não existe uma resposta exata. Depende de cada produtor. Não existe normatização para classificar as vinhas em "velhas".
São consideradas "vinhas velhas"aquelas com mais 25 ou 30 anos. Para alguns enólogos e produtores, acima dos 40 anos. As videiras começam a produzir após 3 ou 4 anos. Para que tenham mais qualidade, os vinicultores esperam pelo menos 8 anos. Quanto mais velhas, mais as raízes se aprofundam, buscando melhores nutrientes, o que dá ao vinho complexidade, concentração, caráter, equilíbrio e identidade. Com o passar da idade, as videiras diminuem sua produção mas aumentam sua qualidade. O produtor português Luis Pato considera uma vinha tinta "velha" a partir de 40 anos e uma videira branca "velha" a partir de 25 anos. Produzir um vinho com "vinhas velhas" tem um custo maior pois o rendimento é muito menor. Alguns produtores produzem determinados vinhos apenas com videiras antigas, como é o caso do lendário vinho espanhol Vega Sicilia Unico, de Ribera del Duero, Espanha. A idade média das videiras é de 35 anos.

Na nossa reunião da confraria, realizada em julho deste ano, degustamos às cegas alguns vinhos tentando desvendar seu caráter.

VINHOS DEGUSTADOS:
1 - Château des Gillières 2012 - Vielles Vignes- Muscadet sur lie- Sèvres er Maine (Vale do Loire) França (Importadora Decanter). 12% de álcool. R$132,00.
Vinho branco muito agradável, cor amarelo pálido, com frescor, aroma de lima, maçã verde, iodo, crustáceo, muito frescor. Harmoniza bem com ostras, frutos do mar, aves e carnes brancas.
Produzido com uva Muscadet, também conhecida como "Melon de Bourgogne". Sur lie, significa que o vinho ficou algum tempo sobre as leveduras, em contato com as cascas, sobre borras. Isto dá complexidade e um aroma característico aos vinhos bancos do Vale do Loire.

2 - Real de Aragon 2010, Calatayud - Espanha - uva Garnacha. Produtor Pagos de Familia Langa, 14,5% de álcool. (Importadora Grand Cru). R$ 120,00.
Produzido com uva Garnacha de vinhedos com cerca de 80 anos. Envelhecido por 12 meses em barricas de carvalho americano. Vinho de cor bem púrpura, intenso, potente, alcoólico. Aromas de pimenta, especiarias, baunilha, tostados, frutas vermelhas e fermento. Bom corpo e persistência na boca. Harmoniza com carnes vermelhas, ensopados com molhos densos.

3 - Alto de Piedras Carmenère 2011, produtor De Martino, Vale do Maipo, Chile. Possui 13% de álcool e custou R% 187,00 na importadora Decanter.
Tinto de cor rubi bem intenso, produzido com uvas Carmenère de videiras com idade média de 24 anos. Envelhecido em barricas de carvalho francês de diversas idades por 24 meses. No inicio apresentou aromas de soubois, estrebaria, um tanto desagradável que aos poucos foi melhorando dando lugar a aromas de pimenta, frutas vermelhas maduras, tabaco, especiarias e menta. Na boca é um vinho potente, com bons taninos e bom final. Harmoniza com carnes vermelhas, caça, molhos densos. No guia de vinhos chilenos Descorchados recebeu 94 pontos.

4 - Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2010 - Douro, Portugal. R$380,00 em loja no Mercado Municipal (Importadora Qualimpor)
Vinho produzido com 25 a 30 variedades de castas de vinhas velhas, com idade média de 70 anos. Na região do Douro era comum que as castas fossem plantadas todas misturadas no mesmo vinhedo, e assim, são vinificadas.
Vinho tinto de alta complexidade, envelhecido por 18 meses em barricas francesas (85%) e americanas (15%).
Aromas intensos de especiarias, algo balsâmico, frutas vermelhas e um pouco de baunilha. Na boca com taninos agradáveis, intenso, equilibrado e bom final de boca. Tem 14% de álcool.

Este encontro foi no restaurante Terra Madre, Curitiba. Nos foi servido além do couvert, um Mignon grelhado com gnocchi ao molho de cogumelos trufados e terminamos a refeição com uma Pana cota com frutas vermelhas.



Consulta:
Château Gillières
Revista Adega
Quinta do Crasto
Vinho Alto Piedras - Importadora Decanter
Real Aragon

Serviço:

Terra Madre Ristorante: Rua Desembargador Otávio do Amaral, 515 - Bigorrilho - Curitiba
Tel: 41 33356070

sábado, 27 de abril de 2013

CONFRARIA DE VINHOS GREGOS

Após uma grande ausência neste blog, tento escrever novamente. Muitas coisas aconteceram que acabei não registrando. Às vezes a gente perde o foco, mas volto à ativa.

Eunice Rocha, Célia Gimenez, Sandra Lunedo, Maria do Carmo Bado, Sandra Zottis, Mônica Meire, Isa Pudles, Marlene Beck, Sueli Martinez, Ana Teresa Londres e Analzira Carneiro

Neste mês de abril, a Confraria Feminina de Vinhos reuniu-se na loja da Importadora Decanter no Barigui e degustamos vinhos gregos, de Santorini. Nossa confreira Isa escolheu os vinhos e ainda preparou pratos gregos para degustarmos. As receitas que abaixo apresento são dela. Eu ainda não tive tempo de testá-las, mas posso dizer que todos os pratos estavam muito bons.

A ilha de Santorini é linda!!!. Estive lá em 1996. Vale a pena ficar em hotel com vista para a baía, com o vulcão à nossa frente. Me lembro bem do fim de tarde com um lindo por do sol! Naquela época, nós tomamos alguns vinhos gregos, mas ainda não éramos aficcionados.

Os vinhos degustados eram todos do Domaine Sigalas e produzidos com uvas locais e de videiras antigas. Foram dois brancos, o Assyrtiko-Athiri 2011, bem fresco, agradável e não passa por madeira. O segundo branco, mais estruturado, Barrel Santorini 2009, 100% com uvas Assyrtiko de videiras de mais de 50 anos, já é fermentado em barricas de carvalho francês. Pessoalmente, eu prefiro o primeiro, mais leve.

Os vinhos tintos da noite foram o Niambelo 2008 e o Mavrotragano 2009. Este último, 100% elaborado com esta variedade (mavrotragano) de uva que é autóctone da ilha de Santorini. É um vinho que ainda estava um pouco fechado e que tem uma estimativa de guarda de 15 anos. Ele vai bem com alimentos ricos em gordura, carnes e queijos duros. Todos os vinhos são bem gastronômicos.

Finalizamos nossa degustação com o VinSanto. Vinho de sobremesa elaborado com uvas Assyrtiko (75%) e Aidani. O VinSanto precisa ter pelo menos 51 % de Assyrtiko. Tem apenas 9% de álcool, boa acidez, aroma de damasco e frutas amarelas. É diferente do Vin Santo da Itália. Proveniente da Toscana, o italiano é elaborado com as uvas Trebiano e Malvasia e mais alcoólico, com 14 a 18%. O método de produção também é diferente. Na Grécia as uvas secam nos cachos por 15 dias, sob o sol do mês de agosto, em seguida passam por uma fermentação longa e envelhecem por alguns anos em barrica de carvalho. Enquanto que na Itália, ficam em galpões sobre palha, com ventilação por três a seis meses antes da fermentação. As uvas podem ser colhidas em outubro e vinificadas em março. A origem de VinSanto é de Santorini. Em 2002, a União Européia decidiu em favor do direito exclusivo de Santorini ao uso do termo VinSanto (escrito junto). A Itália tem que usar a grafia separada: Vin Santo.

Nossa degustação foi acompanhada por uma salada grega, pasta de berinjela, pasta de pepino, pão pita, Moussaka, que é uma lasanha de berinjela e Baklava, doce com massa folhada recheado de tâmaras e amêndoas. Um azeite de oliva grego também estava no cardápio!

As receitas dos pratos estão nas postagens abaixo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CONFRARIA FEMININA DE VINHOS

Márcia Taccafondo, Marian Guimarães, Sandra Lunedo, Mônica Meira, Sueli Martinez, Isabel Pudles, Marlene Beck, Sandra Zottis, Ana Teresa Londres, Eunice Rocha e Analzira Carneiro.
Esta reunião da Confraria Feminina de Vinhos foi no mês passado, em novembro, mas ainda vale falar um pouco sobre este encontro. Nós nos reunimos uma vez ao mês. A cada encontro uma de nós é responsável pela organização, escolha do local, dos vinhos e de algum assunto a ser aprofundado. Este encontro foi na loja da Expand, onde antes existia o restaurante DOP Cucina, que se mudou. O espaço é ótimo, mas como está sem cozinha funcionante,  a Marian encomendou o jantar no restaurante Porcini, a meia quadra. Couvert, uma farta salada, massa, paleta de javali com seu molho e legumes grelhados. A comida foi entregue bem quente e estava ótima.

Começamos a noite com um espumante francês, da Provence, LES AMIS. Bem interessante, com boa acidez e custa R$49,00. Em seguida a degustação foi às cegas, iniciando com um branco TERNUTA BELGUARDO 2010 produtor Mazzei, elaborado com a uva Vermentino. Vinho floral, amanteigado, petróleo no aroma, boa acidez, um leve final de amargor. Acompanha bem peixes, massas leves, e custa na loja da Expand R$ 85,00. Uma boa escolha. O segundo vinho foi da Bourgogne, DOMAINE OLIVIER LEFLAIVE COUVÉE MARGOT 2008. Foi o vinho menos apreciado da noite, com opiniões diversas. Eu pessoalmente não gostei. Achei desequilibrado, com acidez pronunciada e um amargor desagradável. Custa R$78,00. Não compraria. Finalizamos com o vinho Sul-Africano, de Stellembosh, NEIL ELLIS SYRAH 2006 (R$140,00). Aroma de azeitona, mais alcoólico, bons taninos, boa acidez. Combinou bem com a paleta de javali e foi o mais cotado da noite. O interessante destas reuniões é que todas dão suas opiniões, se gostam, ou não e porque. Tem vezes que as opiniões são unânimes, mas em outras, são bem diversas.

SERVIÇO:
EXPAND STORE CURITIBA:
Rua Benjamim Lins 559, Batel - Curitiba
Tel: 41 3022-1221

PORCINI TRATORIA:
Rua Buenos Aires, 277 - Batel - Curitiba
Tel: 41 3022-5115

domingo, 22 de maio de 2011

CONFRARIA DO CHAMPAGNE

Voltando à Confraria, no mês de março, jantamos no Durski, onde a Márcia Toccafondo falou um pouco sobre o Champagne e degustamos uma Deutz Brut Classic, Moet Chandon Imperial e Tattinger rosé. A degustação foi acompanhada pelo couvert do restaurante, pães variados, todos produzidos no local, manteiga com flor de sal, pastinhas e outras coisas. Finalizamos com uma massa caseira em azeite com camarão. Como sempre, delicioso.

Serviço:
Durski Restaurante: Av. Jaime Reis, 254 - São Francisco - Curitiba/PR/Brasil.
Tel: 4 13225 7893

CONFRARIA DE VINHOS MERLOT


No mês de abril, o encontro da Confraria Feminina de Vinhos ocorreu na loja da Grand Cru. Patrycia Coelho, enóloga e franqueada da Grand Cru comandou a degustação de vinhos nos quais predominava a uva Merlot.
O primeiro foi o Pulenta Estate 2007, argentino da região de Mendoza, com 14,5% de álcool. Custa cerca de R$ 76,00 na importadora e é muito agradável.

O segundo vinho foi o Enate Merlot-Merlot 2007. Espanhol com 100% de uvas Merlot de dois terroirs diferentes. Tem 14% de álcool e custa R$195,00 na importadora. Mais intenso que o anterior e harmoniza bem com pratos de caça.

O terceiro, um italiano, da Toscana, Ornellaia Le Serre Nuove IGT 2007. Este vinho recebeu 92 pontos pelo Robert Parker. Tem 14,5% de álcool e pode ser guardado uns 10 anos. Apresenta um corte Bordalês com 50% de uvas Merlot, 35% de Cabernet Sauvignon, 9% de Cabernet Franc e 6% de Petit Verdot. Custa na importadora R$ 280,00.

Para comemorar os aniversários do mês de abril, a Célia que aniversariou dia 13, levou uma Cava Castillo Perelada Brut Rosado que tomamos antes da degustação, e eu, aniversariante do dia 17, levei uma Don Perignon 2002, que tomamos no final. Estava deliciosa, com uma perlage maravilhosa, ótima acidez e permanência em boca. Esta veio na mala, na nossa última viagem. Serviço:
Loja Grand Cru Curitiba:
Rua Pasteur, 90Batel, Curitiba / PR
Horário de atendimento: Loja: De segunda a sexta, das 10h às 22h. Sábado, das 10h às 17h. Bar: De segunda a sexta, das 17h às 22h. Telefones:(41) 3044-0292

CONFRARIA PORTUGUESA

Portos degustados
Neste mês de maio, a confraria foi no restaurante Lisboa, de culinária portuguesa. Foi escolhido pela Eunice, pois ela acabou de voltar de Portugal e nos presenteou com várias garrafas de Portos. Iniciamos a degustação com um Porto Branco Burmester extra seco e um Porto rosé Kope que deve ser tomado com gelo no copo.

Durante o jantar, quando foi servido três tipos diferentes de pratos de bacachau, degustamos o vinho branco Maria Gomes, 2007 do Luis Pato, e dois tintos produzidos pela Niepoort, o Vertente e Redoma, ambos 2007. Estes dois estavam ótimos, principalmente o Redoma.

Finalizamos esta noite com mais dois Portos, o Quinta do Castelinho LBV1997 e o Porto Kopke Colheita1983 que a Eunice trouxe no colo. Estava realmente maravilhoso.

Serviço:
Lisboa Gastronomia
Rua Brigadeiro Franco, 3519 - Curitiba - PR, 80250-030
Tel: 41 3078-7117

domingo, 24 de abril de 2011

FELIZ PÁSCOA

Este é um teste de postagem via ipad, meu penúltimo novo brinquedo. O iphone foi o último. Nunca me senti tão conectada. Já havia tentado postar no blog sem sucesso. Agora achei um programa que espero que me ajude. Se conseguir postar uma foto, será perfeito.


- Posted using BlogPress from my iPad

Acho que vai dar certo. Estes foram os champagnes que tomamos na Confraria Feminina de vinhos, da qual faço parte, no nosso encontro do mês de março. Como em cada reunião há um tema proposto, nesta dia 15 de março, o tema foram os champagnes. Marcia Tocaffundo, foi a responsável e organizou o encontro no restaurante Durski. Aperitivos e uma massa leve com camarão acompanharam nossa degustação. O champagne Taittanger rosé foi o preferido do grupo.

Como estou testando blogar por este outro caminho, a foto não foi melhorada no picasa, e o restaurante estava um pouco escuro.

terça-feira, 1 de março de 2011

VINHOS ROSÉS

A última reunião da Confraria Feminina de Vinhos foi dedicada aos rosés. Vinhos muito gostosos, geralmente leves, refrescantes e que combinam bem com o verão. São geralmente desprezados no inverno, mas podem ser consumidos o ano todo, principalmente no Brasil, onde nosso clima é tropical.

Algumas das confreiras: Marian, Mônica, Francisca, Marlene, Isa e Célia.

Em cada reunião, uma das participantes fica responsável por um assunto, e desta vez, a responsável fui eu. Transcrevo abaixo um pouco das informações que levei ao grupo.

A má fama dos rosés originou-se da falta de cuidados com que os vinhos eram feitos há algum tempo. Para a elaboração, misturavam vinhos tintos e brancos . Hoje, os rosés são vinificados com todos os cuidados, e a cada dia, estão melhores e sendo mais consumidos. Só é permitida a mistura de vinhos tintos e brancos na elaboração do champagne rosé. Os champagnes são geralmente feitos a partir de vinhos das uvas Pinot Noir e Chardonnay.

Os vinhos rosés adquirem a coloração pelo contato da casca das uvas tintas com o mosto e depois são vinificados como vinho branco. Este contato pode ser na prensagem, antes da fermentação, ou no inicio da fermentação (método sangria). O contato com as cascas é rápido, de 4 a 12 horas, dependendo do objetivo do vinicultor. Quanto maior o tempo, mais intensa a coloração do vinho.

A maior parte dos rosés são vinhos para consumo imediato, no máximo três anos, mas existem alguns, mais estruturados, que podem ser guardados por mais tempo. São vinhos que geralmente não passam por barrica de carvalho.

As características dos diferentes rosés são dadas pelas diferentes castas de uvas, além do terroir. São uvas tintas. Na Provence, as mais empregadas são a Grenache e Cinsaut. Também são elaborados a partir de Pinot Noir, Syrah, Nebbiolo, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Malbec e outras.

A França é considerada o principal país produtor de rosés, em particular na região mediterrânea. Existem também bons rosés no Loire (Sancerre, Anjou) ou em Bordeaux. Em Tavel, próximo ao Rhône, são produzidos os melhores rosés franceses. Alguns chegam a ser um pouco caros.


Encontramos também bons rosés em Portugal,Espanha, Itália, Califórnia, Chile e Argentina. São elaborados com uvas típicas de cada região e isto faz com que sejam muito diferentes entre si.

Os rosés harmonizam muito bem com saladas, queijos, embutidos, aperitivos. Alguns mais encorpados combinam com carnes brancas, aves, peixes, camarões, pratos com molhos mais densos e um pouco condimentados, como moquecas e paellas.

Escolhi três vinhos de regiões e uvas diferentes que foram desgustados às cegas.

Dá para ver pelo nível dos copos, o meu preferido.

O primeiro, mais clarinho, um salmão pálido, era francês, GÉRARD BERTRAND Réserve Spéciale – 2008 – Provence. Possuía 13% de álcool e estava bem equilibrado, com ótima acidez. Foi o que mais me agradou. No momento do serviço, o vinho estava muito gelado, o que prejudicou a avaliação olfativa. Mas depois de algum tempo, um aroma de mel ficou bem evidente. Seu produtor, Gérard Bertrand, é ao mesmo tempo proprietário e parceiro dos melhores viniviticultores. Possui 360 hectares de vinhas nos melhores terroirs do Languedoc. Tem respeito ao meio ambiente. Faz cultura biodinâmica, com rendimentos limitados, colheita manual. Vinho com bom aroma ao nariz, e na boca possui uma característica de fruta. É muito fresco. Harmoniza com grelhados, saladas, pratos com especiarias, lulas recheadas, vitela. Temperatura de serviço entre 11 e 13°C. Preço R$ 68,00 em loja. Importado pela Expand.

O segundo vinho, chileno, CHOCALÁN Rosé 2009, uvas Syrah e Petit Verdot, com 13,5 % de álcool. Coloração bem mais intensa. Um rosa brilhante. Ideal como aperitivo ou para acompanhar carnes brancas, salmão e preparações frescas camarão, saladas. Deve ser servido com temperatura entre 10 e 12°C. A Viña Chocalán evidencia em seus vinhos o caráter do vinhedo onde as uvas são cultivadas levando em conta o privilegiado terroir do Vale do Maipo. O rigoroso cuidado dos vinhedos, respeitosas práticas meio ambientais e métodos naturais na produção do vinho, dão como resultado vinhos aromáticos, encorpado e de grande sabor, uma autêntica expressão da fruta e o do terroir. Preço: R$ 42,00 em loja.

O terceiro vinho da degustação às cegas foi o português CARM ROSÉ 2009, da região do Douro. Elaborado com 100% de uvas Touriga Nacional, coloração bem intensa e o menos alcoólico da noite, 12,5% e foi o que menos me agradou. Custa R$ 58,00 em loja.

Após esta degustação às cegas, passamos para o CHAMPAGNE BARNAUT GRAND CRU ROSÉ. Estava deliciosa, com boa perlage, boa persistência na boca e ótima acidez.

Produzida pela Maison Barnaut, que foi fundada em 1874 por Edmund Barnaut. Localiza-se em Bouzy, região de Champagne. Pertence desde sempre à mesma família, e hoje, a sexta geração já está na produção do champagne. Acompanha bem uma refeição, pratos de queijos fortes. Colheita manual, com triagem seletiva das uvas. O vinho de base vem de maceração, sangria (saignée) de Bouzy rouge. É basicamente de Pinot Noir, 85 a 90% e 10 a 15 % de Chardonnay para dar vivacidade e longevidade. Vendida pela Importadora Decanter e custa na Adega Boulevard R$ 189,70.

Uma salada de folhas verdes e salmão marinado acompanhou o champagne, harmonizando muito bem.

Finalizamos a noite com o MORGON Lapierre 2009. Vinho de uva gamay (100%) e 12,5 % de álcool. Morgon é um dos 10 crus de Beaujolais. Tem potencial para envelhecer alguns anos. Aromas de cereja e morango, com acidez marcada e refrescante. Esse vinho passa por barricas de carvalho e ao contrário de outros beaujolais e atinge seu apogeu 5 anos após a colheita.

Elaborado pela família Lapierre que produz vinhos há três gerações. Seu produtor, Michel Lapierre, faleceu em outubro do ano passado aos 60 anos, e deixou todos os aficcionados do mundo do vinho muito tristes. Ele optou pela produção de vinhos naturais, desde 1981, dispensando o uso de sulfitos na vinificação, filtragem e inseticidas no tratamento das vinhas. É um vinho para ser tomado à temperatura de 13°C. O ano de 2009 foi excepcional, dando vinhos de maior complexidade. Preço: R$ 135,00 em loja.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CONFRARIA FEMININA DE VINHOS



Dia 18 de janeiro foi a data da nossa primeira confraria do ano. Por coincidência, era o aniversário de 6 anos deste grupo de mulheres que têm como objetivo comum saborear, degustar, aprender um pouco do mundo do vinho e, é lógico, jogar conversa fora.

O encontro, no restaurante C La Vie Brasserie ou loja Vino Batel, foi, como sempre, muito agradável. Os brancos foram as estrelas da noite, aproveitando o verão. Nossa presidente, Sandra Zottis, discorreu um pouco sobre cada uva que seria degustada e a degustação foi às cegas. Ao final, nossa confreira Francisca presenteou a todas com um Champagne Moet Chandon, 2003, para brindarmos o aniversário. Eu, nesta noite, assumi o papel de secretária. Durante todo o ano terei que fazer anotações e atas.


O primeiro vinho da degustação foi um Sulafricano, de Stellembosh, uva Chenin Blanc, Ken Forrester, 2009, 14,% de álcool, preço R$70,00. A média das notas foi 80. O segundo vinho, espanhol, de Penedes, uva Xarel-lo, Pardas, 2008, 13,5% de álcool, preço R$ 120,00. Sua garrafa era numerada com o número 7411, de um total de 11800 garrafas. A média das notas foi 83,10. O terceiro vinho, Riesling, da região francesa da Alsácia, produtor Hugel, 2009, com 12,5% de álcool, preço R$99,00. Como comparação, em seguida tomamos outro alsaciano do mesmo produtor, Gewurztraminer, 2009, 13,5% de álcool. Todos os vinhos estavam muito aromáticos, e muito diferentes entre si. O espanhol, único que passou por madeira, foi fermentado e criado por 6 meses em barricas de carvalho. Era o mais gastronômico e pedia pratos untuosos como bacalhau ou moqueca. O Chenin Blanc e o Riesling eram mais ácidos, equilibrados, deliciosos e vão muito bem com aperitivos, queijos de cabra e peixes leves.


Para acompanhar os vinhos, foi servido uma seleção de pães, patês, salmão marinado, lula grelhada e batata frita.





Serviço:

Loja Vino Batel e restaurante C La Vie
Rua Comendador Araújo, 970 - Batel, Curitiba / PR
Horário de atendimento: De segunda a quinta, das 12h a 0h. Sexta e sábado, das 12h a 1h.
Telefone: (41) 3029-9988

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VINHOS SUL AFRICANOS

Vale de Franschhoek

Faço parte da Confraria Feminina do Vinho de Curitiba que se reúne mensalmente com degustação às cegas ou degustação de vinhos de uma determinada região. Uma aula sobre o tema ou explanação sobre os vinhos do dia, um jantar ou apenas petiscos e um pouco de conversa fiada acompanham os vinhos. Sou a confreira mais nova no grupo, o qual se reúne há mais de cinco anos, sob a presidência da enóloga Sandra Zottis. O último encontro (em julho) foi um jantar no Porcini Tratoria e o tema da noite foram os vinhos da África do Sul, aproveitando o gancho da copa do mundo. A confreira Maria do Carmo fez uma excelente exposição sobre o país e seus vinhos.


Iniciamos a degustação pelo vinho branco Porcupine Rigde, 2008, feito com a uva Sauvignon Blanc, (12,5 % álcool). Vinho fresco, não passa por madeira, com boa acidez, herbáceo e aromas de frutas brancas como abacaxi. Ótimo custo benefício. Gostei bastante. Importado pela Mistral e custa na importadora cerca de R$41,00. Este vinho é produzido pela vinícola Boekenhoutskloof que fica localizada na região de Franschhoek . Foi aí, devido ao clima e ao solo, onde os huguenotes franceses plantaram os primeiros pés de vinhas. Esta vinícola nasceu em 1776 quando uma pequena fazenda com este nome complicado foi fundada nesta região. O vale de Franschhoek fica à 40 Km de Cape Town.


O segundo vinho da noite foi um Pinotage - Raka, 2008 (14,5% álcool). A uva Pinotage foi criada em 1925 na Universidade de Stellenbosch pelo professor A.I. Perold. Ele uniu uma cepa de Pinot Noir com Cinsaut, conhecida na África do Sul como Hermitage. Esta variedade que tornou-se símbolo da região. Seus vinhos podem ser rudes ou elegantes. São de uma cor rubi intensa, boa estrutura, com aromas de amoras, cassis e com um toque adocicado. Este vinho Raka estagiou 12 meses em carvalho (francês e húngaro) o que deixou um pouco de aroma de baunilha misturado com banana. O vinho era bem intenso, taninos moderados. Achei ainda um pouco jovem. Segundo o site da importadora Decanter, tem uma estimativa de oito anos de guarda e custa cerca de R$ 80,00.

Por último, degustamos Ernie Els, 2004. Vinho da região de Stellenbosch, onde se concentram mais de 300 vinícolas. É um corte bordalês com 61% Cabernet Sauvignon, 24% Merlot, 6% Petit Verdot, 4% Cabernet Franc e 4% Malbec. Tem 14,5% de álcool, aromas de frutas vermelhas em compota, um bom final e me agradou muito. Possui 93 pontos pela avaliação do Robert Parker.

Para acompanhar os vinhos, o chef Gilberto Prado, o Giba, preparou um cardápio especial com pratos inspirados na gastronomia sul-africana. Como entrada, um creme de milho verde com folhas de mostarda fresca que casou muito bem com o Porcupine Rigde, Sauvingon Blanc. Em seguida foi servido com o vinho pinotage, uma polenta com ragu de carne. O vinho Ernie Els acompanhou o prato de mignon ao molho de curry, com arroz de passas e cuscus com castanhas e pistache.

Polenta com ragu de carne

Mignon ao molho de curry

Por ter sido a África do Sul rota de comércio entre o oriente e o ocidente, sua culinária recebeu influência de muitos povos incluindo árabes, portugueses, franceses, ingleses que se miscigenaram com a população autóctone. A alimentação consta de muitas carnes de caça, avestruz, e até um tira-gosto exótico como grilos fritos. Os acompanhamentos levam curry, açafrão e são recheados de damascos e passas.

Abaixo transcrevo a receita do creme de milho servido (receita sul-africana):


Mealie Soup - Creme de milho verde e mostarda fresca
(Rendimento de seis a oito porções)

Ingredientes:
- 4 colheres de manteiga
- 1 xícara de cebola picadinha
- 2 tomates picados sem sementes
- 6 espigas de milho verde pré-cozidas (3 xícaras) - passadas no ralador ou liquidificador
- 1 1/2 xícara de creme de leite
- 1 maço de mostarda picada em tiras
- 3 xícaras de caldo de galinha
- sal e pimenta preta a gosto (a receita original leva uma colher de café de pimenta preta)

Modo de preparo: Em uma panela grande refogue a cebola na manteiga. Na sequência adicione os tomates e cozinhe por mais alguns
minutos.
Adicione o milho, o creme de leite, caldo de galinha, sal e pimenta. Cozinhe por 15 minutos. Com a mistura quente adicione as folhas verdes frescas. Sirva com torradas.

Além de vinhos, a região proporciona safaris e passeios de balão.


Passeio de balão pelas savanas
Fotos de Ana Teresa Londres

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CONFRARIA FEMININA DE VINHOS


Esta semana tive o privilégio de participar da Confraria Feminina de Vinhos. Fui convidada pela Marian Guimarães, uma das fundadoras do grupo. Foi o meu primeiro encontro com este grupo que já se reúne há cinco anos para degustar e conhecer novos vinhos. Sandra Zottis, enóloga, comanda as degustações, que geralmente ocorrem às cegas. Iniciamos com um exercício olfativo, cujo objetivo é melhorar o reconhecimento dos aromas. Muitas vezes você reconhece o aroma e não o identifica; outras vezes você jura que é uma coisa e é outra. Senti um maracujá, e era pêssego; às vezes, você acerta.

Esta degustação foi somente de vinhos tintos. Iniciamos com um sul-africano Glen Carlou feito predominantemente com uva syrah (94%), safra 2006. Inicialmente estava um pouco gelado o que prejudicou a percepção aromática a qual foi se revelando aos poucos, com aroma de frutas vermelhas e um tostado. Os taninos eram macios e apresentava uma persistência média. Um pouco alcoólico (14,5%) para meu gosto. É um vinho que custa R$ 116,00. Dei nota 84. Foi uma nota média no grupo.


Passamos ao segundo vinho que gostei bastante e achei que era do velho mundo, mas me enganei. Era um argentino, Brioso, da Susana Balbo, 2005. Este vinho tem um toque bordalês e é feito com várias uvas (Cabernet Sauvignon 65%, Malbec 15%, Cabernet Franc 10%, Petit Verdot 5%, Merlot 5%). É um vinho intenso, com aromas suaves de baunilha, caramelo, cerejas. Bem equilibrado no tanino e na acidez. Minha nota foi 90. Nota máxima no grupo. Tem 92 pontos no Robert Parker e ganhou medalha de ouro no Hyatt Wine Awards 2007. Acompanha bem carnes vermelhas, pato, cordeiro e custa cerca de R$ 150,00.

As uvas deste vinho são provenientes de parreiras de 20-30 anos, cultivadas a 900 metros de altitude, na região de Mendonza. A colheita é manual e o vinho amadurece 14 meses em barricas novas de carvalho francês. Ele pode ser guardado por até 15 anos.

Susana Balbo é uma das enólogas mais importantes da Argentina, com reconhecimento internacional, e uma das proprietárias da vinícola Dominio del Plata. Formou-se em enologia em 1981 e foi trabalhar em várias partes do mundo, Chile, Califórnia, África do Sul, França, Itália e Espanha, com o objetivo de conhecer melhor cada região. Na Argentina fez vinhos em muitas vinícolas, inclusive na Catena Zapata. A partir de 1999 conseguiu realizar o sonho de fazer seus próprios vinhos.

O terceiro vinho foi o meu preferido: o italiano Barolo da Prunotto, safra 2004, feito com a uva Nebiolo. Tem 14% de álcool e custa cerca de R$ 148,00. É um vinho intenso, aveludado e que está bebendo muito bem, mas pode ficar descansando na adega ainda por alguns anos. Tem boa persistência, bons taninos e acidez equilibrada. Senti um aroma de grama, um pouco herbáceo. Dei nota 92.

A Prunotto é uma vinícola de mais de um século na região de Alba, Piemonte. Teve sua primeira colheita em 1905 e Alfredo Prunotto foi um dos primeiros proprietários. Atravessou várias crises, mudando de mãos, mas o ideal de Alfredo sempre foi mantido. Hoje pertence à família Antinori. Possui 50 hectares de vinhedos nas melhores regiões do Piemonte e uma adega moderna.

A degustação terminou com o argentino Alfa Crux blend, 2003, produzido pelo O. Fournier. Feito com 50% de uvas Tempranillo, 40% Malbec e 10% Merlot e tem 14,5% de álcool. Este vinho recebeu 91 pontos na Wine Spectator. A garrafa que tomamos foi doada à confraria por um amigo da Marian.