Uma quermesse gastronômica como aquelas de antigamente. O evento foi um acontecimento paralelo ao Festival de Teatro que terminou hoje aqui em Curitiba. Organizado pelo chef Celso Freire, do restaurante Boulevard, foi um sucesso. Várias barracas ofereceram comidas variadas, da melhor qualidade e um público enorme prestigiou. Para conseguir provar algumas delas, cheguei cedo, o que me permitiu até um passeio pela cozinha. Não imaginava que no Museu Oscar Niemeyer, local do evento, houvesse uma cozinha tão grande e equipada. Lá tive oportunidade de ver alguns pratos sendo finalizados e conversar com chefs como a Flávia Quaresma, do Bistro Carême do Rio de Janeiro, que preparou um excelente boeuf bourgignone acompanhado de batatas assadas com alecrim; e Roberto Ravioli, do restaurante Paulistano Empório Ravioli, que estava preparando um prato rústico da Toscana: pancotto toscano com ragu di vitello e funghi. A base é pão italiano sem casca, cozido em brodo (caldo) com tomate, manteiga e parmesão, e servido com ragu de carne.
Meus confrades Fernanda e Aldo trabalharam na barraca do restaurante Wanchako, de Simone Berti, de Maceió. Apesar de nordestino, serve comida peruana. Um cebiche de nasca, peixe (robalo e pescada) curtido no limão com camarão e polvo. Além dos frutos do mar, o prato é composto por cebola, pepino curtido em vinagre de vinho tinto, tomatinhos, azeite de oliva, molhos peruanos e uma mistura de gergelim com sal.Tudo é montado sobre uma fatia de batata doce cozida. Esta barraca foi a campeã das filas.
André Saburó, do restaurante japonês Quina do Futuro, de Recife, trouxe karee raissu, um cozido típico japonês, com carne de sol, macaxeira e curry acompanhado de arroz. Celso Freire me disse que o prato é ótimo, mas não o provei.
As outras barracas representavam o Paraná: barreado do Armazém Romanus de Morretes; arroz de siri, prato da Eva Santos do Bar do Victor; Selma Tonatto, do Bar do Alemão, estava servindo as tradicionais salsichas: bockwurst, escura, era cozida, e a bratwurst, clara, era frita. Ambas com bastante mostarda. Kika Mader, do Sel et Sucre, serviu couscous marroquino com frutos do mar e também seus macarrons de sabores variados. O mercado municipal foi representado pelo Mauro Jourdani do Maia Box Sanduicheria servindo caldinho de feijão e espetinho de pimenta biquinho, laranja e queijo de coalho.Tudo pode ser acompanhado por taças de vinhos ou espumantes da Vino.
Selma
Macarrons e couscous do Sel et Sucre
Para finalizar, um docinho, pirulito 2 amores, do Le Bombom da chef Leticia Krause, e um super espresso do Lucca Café.