quinta-feira, 24 de julho de 2014

UM PASSEIO POR MONTEVIDÉU

Praça da Independência
Recentemente estive em Montevidéu e na região de Punta del Este. Foi minha primeira viagem ao Uruguai. Gostei muito de Montevidéu. Cidade tranquila, plana, ótima para caminhadas. O inconveniente desta época do ano (julho) é o vento gelado que sopra vindo de Mar del Plata, do Polo Sul, mas não choveu. Mesmo com o vento, o sol aquecia um pouco durante o dia e à noite, quando saíamos a pé, procurávamos caminhar bem rápido. Ficamos em Pocitos, limite com Punta Carretas. Bairro muito gostoso, muitas casas, prédios de até 10 andares, praças, cheio de lojas e muitos restaurantes.
Praia de Pocitos
Feira matinal de sábado
O dia amanhecia com neblina. Esta só se dissipava lá pelo meio dia e o sol esquentava um pouco. Nesta hora conseguíamos caminhar pelas ramblas, calçadões que cobrem toda a costa, por mais de 20 km. Mesmo no frio, os moradores estão por lá, fazendo exercício, caminhando, namorando, curtindo um baseado, a maconha é liberada por lá, ou apenas tomando seu chimarrão. Garrafa térmica em um braço e cuia na outra mão. Geralmente em grupinhos, ocasionalmente alguns solitários. Eles dizem que tomar chimarrão sozinho é muito triste. 
Ramblas

Vemos muitos cachorros e poucas crianças. A população uruguaia, um pouco mais de três milhões e trezentos mil habitantes, envelheceu. Não aumenta há muito tempo. Hoje a proporção de idosos é muito maior do que de crianças. Apenas 22% da população tem menos de 15 anos. Atribuem este fenômeno à emigração de adultos jovens que ocorreu na década de 70 e 80, devido a situação política do país e desemprego, e também aos baixos salários praticados atualmente. O salário médio de uma família é muito baixo para sustentar mais de um filho. Nós turistas temos outro parâmetro. Para nós, a vida lá é bem mais barata do que aqui. Hospeda-se em bons hotéis e come-se bem, com um bom vinho uruguaio, gastando bem menos do que no Brasil.
Ramblas
Catedral na Praça da Constituição
Turista passeando
Enquanto a região de Punta Carretas e Pocitos é mais moderna e limpa, a região central está bem decadente. Muitos prédios precisando de manutenção e restauração, principalmente na parte mais antiga. Esta livraria - Más Puro Verso, fica no inicio da parte antiga, rua de pedestres. No segundo andar há um pequeno bar-restaurante. Um bom lugar para uma pausa, um café ou mesmo almoço após caminhada. Bem ao lado fica o Museu Torres Garcia, artista plástico uruguaio, muito bom! Bem próximo, encontramos o Museu Andes 1972. Muito interessante e impressionante. Vale uma visita!
 Más Puro Verso Libreria Brasserie

Andando até o extremo da cidade, chegamos ao Mercado del Puerto. Local com muitos restaurantes de parrillas. Só funciona durante o dia, mas é possível almoçar até 3 ou 4 horas da tarde. Fomos no La Chacra del Puerto que nos foi indicado por um conhecedor de Montevideo. Realmente a carne é excelente! Clique aqui para outros restaurantes do mercado.
 Parrillas no Mercado del Puerto

Bife de Chorizo
O bairro de Punta Carretas está recheado de pequenos restaurantes fáceis de se chegar a pé para quem está hospedado na região. Por sinal, Punta Carretas e Pocitos, ao lado, são os melhores bairros para se hospedar. Existem muitos hotéis na região central, mas eu não ficaria lá. Tudo me pareceu decadente. Jantamos no LaCriolla. Chegamos cedo e ainda estava vazio. Muito boa carne. 

 Restaurante La Criolla
 Bife de Vacio (fraldinha)
Panquecas de doce de leite
O doce de leite uruguaio é tão bom ou até melhor que o argentino. Está presente em muitas sobremesas. Panqueca ou crepe de doce de leite; flan com doce de leite (pudim de leite, mas não é com leite condensado, é menos doce, acompanhado de doce de leite); mousse de doce de leite, sorvete e o que a imaginação criar.
Outro restaurante que gostamos muito foi o La Perdiz. Muito frequentado pelos uruguaios e lá comi a melhor costeleta de cordeiro. Vale a pena. Fica bem cheio e é importante fazer reserva.
Costeleta de cordeiro do restaurante La Perdiz
La Perdiz fica próximo ao shopping de Punta Carretas. Ali funcionou um presídio de 1910 a 1986 quando foi desativado. Um pouco da usa história aqui
As carnes no Uruguai são famosas pelo seu sabor e maciez, sendo o baby beef uma das campeãs. Há um ano foi reaberto o Mercado Agrícola. Cheio de lojas com produtos alimentícios, alguns restaurantes, cafés, espaço para shows. Fizemos uma visita rápida e fotografei esta geladeira e  transcrevi as informações. DRY AGED  BEEF – La maduración de la carne en seco es un método tradicional para crear carne excepcionalmente tierna y sabrosa, el reposo en aire seco produce que las enzimas naturales de la carne actuen sobre fibras musculares, realzando lentamente su ternura y sabor.


Todos os endereços desta postagens estão nos referidos links.


terça-feira, 6 de maio de 2014

DIA DO CELÍACO



Quem quiser aprender um pouco mais sobre Doença Celíaca terá esta oportunidade em Curitiba. A Doença Celíaca é aquela onde há intolerância ao glúten, componente do trigo, centeio e cevada. O evento será dia 17 de maio com palestra, café da manhã e aula de culinária e acontecerá no Mercado Municipal de Curitiba. Gratuito!

Inscrições apenas para o curso de culinária, a palestra e café da manhã não necessitam de inscrição.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SALMÃO COM CROSTA


Salmão é um peixe rico em gorduras essenciais ao nosso organismo como os ácidos graxos ômega 3. Estes salmões que consumimos hoje em dia não são tão ricos assim pois sendo produzidos em cativeiro, são alimentados com ração. De qualquer modo, ainda têm um pouco desta gordura saudável. Se você quiser saber um pouco mais sobre o salmão, leia a postagem SALMÃO, SARDINHA E CIA.

Gosto do salmão um pouco cru no interior, ou seja, mal passado. O tempo de cozimento tem que ser bem rápido para atingir este ponto. No momento do preparo pensei numa crosta e a sua composição partiu dos ingredientes que eu tinha no momento. Os ingredientes podem variar, dependendo do gosto e do que você tiver em casa.

RECEITA PARA 2 PESSOAS:

INGREDIENTES:

2 porções de salmão com pele

CROSTA:

10 unidades de castanha de caju
5 grãos de pimenta branca (ou preta)
10 galhos de alecrim fresco
1/2 xícara de pão seco moído ou farinha de pão
Sal
Azeite de oliva para umidificar - cerca de 2 colheres de sopa

PREPARO:

No pilão amassar as castanhas com a pimenta e sal. Acrescentar as folhas de alecrim, um pouco de azeite e amassar. Acrescentar a farinha e mais um pouco de azeite.
Obs: se você não tem pilão, pique o alecrim, e amasse as castanhas com a pimenta e misture todos os ingredientes. Outra opção é preparar tudo num processador.

Temperar o peixe com um pouco de sal e pimenta moída na hora.
Numa frigideira antiaderente, quente, acrescentar azeite de oliva e fritar o peixe no lado da pele rapidamente.
Retirar para um pirex e cobrir a superfície do peixe com a crosta.
Acender o grill do forno e quando estiver quente, levar o peixe ao forno por poucos minutos apenas para que doure a crosta.

Se o seu forno não tem grill, faça o salmão diretamente no forno bem quente. Pule a etapa da frigideira.
Este método é mais prático mas o resultado final não é tão bom, pois geralmente o salmão passa um pouco do ponto.

Servir com legumes e arroz de 7 cereais, ou um couscous.

  Na frigideira, tostando a pele.
 Ao sair da frigideira. Perceba que a porção próxima da pele está cozida.
 A crosta no pilão.
 Antes de ir ao forno.
 Ao sair do forno.
Internamente ficou mal passado.


Neste link  há um outra receita de salmão com ervas.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

PÃO-DE-LÓ COM FRUTAS VERMELHAS

Após uma longa ausência, retomo ao blog com esta receita fácil e deliciosa. Ela me remete a minha infância. Aos domingos um pão-de-ló melhor do que este nos esperava na casa da minha avó. Tinha uma crosta de açúcar e ficava levemente cremoso no centro. Reproduzo aqui a receita, um pouco renovada. Na verdade eu diminuí a quantidade de açúcar, originalmente com 400g e hoje faço com 300 gramas. Costumo servir na sobremesa com frutas vermelhas ou morangos, calda de amora ou de frutas vermelhas ou ainda com um sorvete de baunilha.
Somente o pão-de-ló acompanhado de um cafezinho, fica divino!

RECEITA:

INGREDIENTES:

5 ovos
300 g de açúcar
250 g de farinha de trigo peneirada
1 colher de sobremesa de fermento químico em pó (Royal®)
8 colheres de sopa de água

PREPARO:

Bater as gemas com água e acrescentar o açúcar. Bater bem até ficar esbranquiçado.
Bater as claras em neve.
Misturar a farinha e fermento às gemas batidas, e por último as claras em neve aos poucos sem bater.
Primeiro acrescentar 1/3 das claras e misturar; depois mais 1/3 mexendo com espátula do fundo para superfície e do centro para as bordas, rodando a tigela em sentido contrário, em seguida acrescentar o outro 1/3 da mesma maneira. Assim  você mantém a mistura aerada.
Levar ao forno médio (160-180ºC) pré-aquecido em forma untada com manteiga e polvilhada com açúcar cristal por cerca de 25 a 30 minutos ou até que esteja assado. Se o pão-de-ló assar demais, fica mais seco.

BOM APETITE!

CALDA DE FRUTAS VERMELHAS


Fácil de fazer e ótima para acompanhar pão-de-ló, sorvete, panna-cotta, cheesecake ou simplesmente uma coalhada.
Quando sobra, congelo em porções não muito grandes e a calda ainda fica ótima.

INGREDIENTES:

300 g de frutas vermelhas (amoras, framboesas, mirtilos) ou apenas amoras congeladas.
100 g de açúcar.
Suco de meio limão

PREPARO:

Colocar as frutas em uma panela para ferver. Após alguns minutos acrescentar o açúcar. Mexer um pouco e deixar ferver. Acrescentar água se notar que a mistura está seca. Geralmente com as frutas congeladas não há necessidade.
Deixar ferver uns 15 minutos.
No final, acrescentar o suco de limão.

Se quiser, bater no liquidificador e passar na peneira.
Eu costumo não bater a calda.

Para uma calda mais grossa, bater no liquidificador, peneirar, retornar à panela e acrescentar mais fruta vermelha fervendo apenas alguns minutos.



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

SABORES DO MAR

Foto divulgação
A paixão pelos pescados levou Chico Urban a percorrer os melhores restaurantes de peixes e frutos do mar ao redor do mundo e reuni-los neste guia de Sabores do Mar. Chico Urban é empresário, restauranteur e comanda os restaurantes de peixes da família Victor em Curitiba.
Em formato de bolso, ele passa por todos os continentes, parando em vários países como África do Sul, Argentina, Chile, Peru, México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, França, Inglaterra, Escandinávia, Itália, Grécia, e ainda, Croácia, Nova Zelândia, Austrália e Japão. São dicas de cardápio, sugestões de vinhos, informações sobre os restaurantes, seus chefs e informações sobre os locais visitados. O guia ainda conta com capítulos de receitas, orientações de como comprar pescados frescos, armazenar, dicas de preparo. O capítulo de vinhos é escrito pelo jornalista e enófilo Luiz Carlos Zanoni que descreve vinhos de qualidade, dicas de harmonizações valorizando o equilíbrio entre o vinho e o prato e nos dá algumas sugestões. Ao final encontramos um mini-glossário com os nomes dos pescados em várias línguas: português, inglês, espanhol, francês e italiano. Alguns são quase iguais como carpa, carp, carpa, carpe e carpa ou sardinha, sardine, sardina, sardine ou sardina. Há os bem diferentes: lagostim, crayfish, cigala, écrevisse e gambero ou vieira, scallop, vieira, coquille st. Jacques ou capasanta.
Este glossário é muito útil. Recentemente, jantei no restaurante Marea (Nova York), que é citado neste guia e pedi um scallop pensando ser um peixe branco, e para minha surpresa eram vieiras deliciosas. Esta foi uma boa surpresa, mas em outra ocasião, na França pedi andouillette, pensando ser uma ave. Grande engano. É uma linguiça de miúdos feita com tubo digestivo de porco. Há pessoas que adoram,  mas eu não consegui encarar.
Em viagens eu pude conhecer alguns dos restaurantes indicados neste guia. Em Buenos Aires, estive por duas vezes no Oviedo, quando do cardápio do mar, comemos tiradito de atum, um tipo de carpaccio de atum; ceviche peruano e calamares babysNeste link há uma postagem. 
Há alguns anos, estive no Aqui está Coco, em Santiago do Chile. Na mesma época, no Bafumeiro em Barcelona. Me lembro que gostei muito.
Em 2012 conheci o La Rosseta em Roma, próximo da praça Panteon, lugar bem movimentado, mas o restaurante é tranquilo e ótimo!


Este ano almocei no Le Petit Nice, Marseille, um restaurante às margens do Mediterrâneo, com peixes fresquíssimos, excelentes, num lugar lindo e fiz uma postagem aqui.
Recentemente, em Nova York, jantei no Marea, um restaurante com duas estrelas Michelin, fantástico! Ainda almoçamos ostras variadas no Oyster bar da Grand Central Station. Lugar super informal, onde o melhor é sentar no bar e pedir um prato de vários tipos de ostras. Não valeu a pena a sopa de crab. O crab estava bom, mas a sopa era espessa, com muito creme de leite, o que a torna pesada e mascara o gosto.
 Vieiras no Marea
 Grand Central Station Oyster Bar

SABORES DO MAR - Uma seleção de grandes restaurantes de peixes e frutos do mar ao redor do mundo. Bar do Victor - Pulp Edições www.pulpedicoes.com.br
SERVIÇO:
OVIEDO
http://www.oviedoresto.com.ar
Reservas 4821-3741 / 4822-5415 - reservas@oviedoresto.com.ar | Beruti 2602 (1425) Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina
http://www.aquiestacoco.cl
La Concepción 236 - Providencia, Santiago - Chile
Tel:+56 241 06200
http://www.botafumeiro.es
Carrer Gran de Gràcia, 81 - Barcelona - Espanha
Tel:+34 932 184230
http://www.larosetta.com
Via de la Rossetta, 8 Roma - Itália
Tel:+39 066861002
http://www.passedat.fr
17 Rue des Braves - Anse de Maldormé - Corniche JF Kennedy- Marseille - França
Tel:+33 4 91 59 25 92
MAREA
http://www.marea-nyc.com
240 Central Park South - New York - EUA
Tel:+1 212-582-5100
THE GRAND CENTRAL OYSTER BAR & RESTAURANT:
http://www.oysterbarny.com
Grand Central Station - 89 E 42nd St, New York - EUA
Tel:+1 212-490-6650

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

AS CRIANÇAS FRANCESAS NÃO FAZEM MANHA

Acabo de ler este livro que trata de educação das crianças francesas. Mas o que isto tem a haver com este blog? Tem muita coisa em comum! A cultura gastronômica é muito importante na França e dá para entender o porquê. Segundo a autora, as crianças aprendem a provar de tudo e têm um almoço em quatro etapas com salada, prato, queijo e sobremesa, desde a escola maternal. Com quatro anos, conhecem a diferença entre um queijo de cabra e um Roquefort.
Pamela Druckerman, jornalista americana, é casada com um inglês e vive em Paris. Lá teve três filhos e ficava intrigada como as crianças francesas comiam em restaurantes bem comportadas, como os pais as tratam de modo que não precisam gritar, e ainda, como são educadas dizendo bonjour, au revoir e merci para todos. Além disto, as crianças francesas dormem a noite inteira desde bebês. A educação francesa impõe limites muito bem definidos. Pamela foi a fundo na sua curiosidade. Conversou com mães, professores, psicólogas, pediatras e ainda fez uma pesquisa em trabalhos científicos. O livro conta sua experiência como mãe num país de cultura completamente diferente. Admira estes limites, o 'cadre' como eles dizem, e tentar aplicar com seus filhos. Fica claro também que não concorda com absolutamente tudo. Afinal de contas, ela é americana!