Luciana Bianchi, da revista Prazeres da Mesa, publicou uma matéria em que relata uma confusão sobre o fechamento do El Bulli. Alguns meios de comunicação noticiaram recentemente que o restaurante fecharia as portas definitivamente em 2012, e não apenas por dois anos como havia anunciado Ferran Adrià.
Nos vídeos abaixo, Ferran esclarece que houve o mal entendido.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
ALMOÇO NO BAR LA SANTA BIRRA
Telma é psicóloga e deixou a área de RH (Recursos Humanos), onde trabalhou por mais de 20 anos, para se dedicar à sua maior paixão, a gastronomia. Fez vários cursos em Curitiba, e na França cursou a escola Lenôtre e o Alain Ducasse. É criteriosa na escolha dos produtos e na qualidade do que é servido.
O cardápio do bar é basicamente de petiscos, muito saborosos, sequinhos e leves: bolinhos de bacalhau, mandioquinha com camarão (o meu preferido), abóbora com carne seca, asinhas de frango, costelinhas de porco, Kafta com molho de iogurte e hortelã (super leve, sem gordura), sanduíche de mignon, pasteizinhos, duo de salsicha com molho de mostarda, carne de onça entre outros.
As sobremesas não podem ser desprezadas. No calor, o panacotta com calda de frutas vermelhas é ótimo, geladinho e refrescante. A acidez da calda contrasta com o doce do panacotta. Para dias mais frios, recomendo os churros com calda quente de doce de leite. Na verdade são carolinas assadas (massa de profiteroles) e o doce de leite vem ao lado. É uma sobremesa boa para ser compartilhada.
Neste próximo sábado, dia 20 de fevereiro, o almoço terá carré de cordeiro com crosta de ervas, acompanhado de purê de raízes e caviar de tapioca. Dia 27 de fevereiro será a vez de paella Valenciana contendo frutos do mar, frango e lingüiça portuguesa. Os pratos custam entre R$27,00 e R$30,00.
Serviço:
La Santa Birra
Av. Toaldo Túlio 227 – Santa Felicidade – Curitiba
Tel: 41 3042-7041
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
MUGARITZ EM CHAMAS
Fiquei triste quando soube do incêndio na cozinha do restaurante Mugaritz, próximo à San Sebastian. A noticia saiu no blog do Paladar dia 15 de fevereiro. A cozinha foi totalmente destruída e o restaurante ficará fechado por cerca de quatro meses.
O Mugaritz possui duas estrelas no guia Michelin e o chef Andoni Luis Adoriz trabalhou algum tempo com Ferran Adrià antes de abrir seu próprio restaurante. Estive lá em novembro de 2008 para um jantar memorável. O sub-chef Rafael da Costa e Silva é brasileiro e já trabalha com Andoni há alguns anos. Veja a postagem que fiz na época.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
DOMINGO DE CARNAVAL SEM FOLIA
Passamos o domingo de carnaval em casa com os amigos Aldo, Fernanda e a pequena Rosa, que não é mais tão pequena. A idéia do almoço foi preparar na churraqueira um pernil e costelas de cordeiro vindos diretamente da chácara do nosso amigo Romildo Voss. Foi um almoço simples, mas extremamente gostoso. Pena que me esqueci de pegar a câmera fotográfica e registrar o momento.
O cordeiro foi temperado com sal, pimenta moída na hora, bastante alecrim e tomilho. Ficou cerca de uma hora e meia no fogo. No inicio em fogo alto e depois que tomou cor, foi para a grelha mais distante das brasas. Estava super macio e gostoso. Enquanto comíamos a costelinha, o pernil atingiu o ponto exato: rosado e suculento.
Fiz para acompanhar uma salada de tomate lembrando receitas do Jamie Oliver:
- Cortei os tomates (oito unidades) ao meio, retirei as sementes e fatiei cada metade em cinco ou seis fatias.
- Temperei com sal, pimenta moída na hora, aceto balsâmico e um molho pesto que havia preparado na véspera. Finalizei com mais azeite de oliva extra-virgem.
Preparei também batatinhas com alecrim:
- 1 Kg de batatas bolinha
- Cozinhar as batatas (com casca) por cerca de 15 minutos (deve ficar um pouco dura)
- Cortar cada batata ao meio
- Picar finamente cerca de 10 ramas de alecrim
- Colocar as batatas num pirex, regar com azeite de oliva extra virgem, espalhar o alecrim picado, sal, pimenta e misturar bem
- Levar ao forno 180° até que estejam douradas e macias - cerca de 30 a 40 minutos
A sobremesa foi sorvete de baunilha com calda de chocolate, tudo feito em casa.
Os vinhos também estavam ótimos e harmonizaram muito bem com a carne.
O cordeiro foi temperado com sal, pimenta moída na hora, bastante alecrim e tomilho. Ficou cerca de uma hora e meia no fogo. No inicio em fogo alto e depois que tomou cor, foi para a grelha mais distante das brasas. Estava super macio e gostoso. Enquanto comíamos a costelinha, o pernil atingiu o ponto exato: rosado e suculento.
Fiz para acompanhar uma salada de tomate lembrando receitas do Jamie Oliver:
- Cortei os tomates (oito unidades) ao meio, retirei as sementes e fatiei cada metade em cinco ou seis fatias.
- Temperei com sal, pimenta moída na hora, aceto balsâmico e um molho pesto que havia preparado na véspera. Finalizei com mais azeite de oliva extra-virgem.
Preparei também batatinhas com alecrim:- 1 Kg de batatas bolinha
- Cozinhar as batatas (com casca) por cerca de 15 minutos (deve ficar um pouco dura)
- Cortar cada batata ao meio
- Picar finamente cerca de 10 ramas de alecrim
- Colocar as batatas num pirex, regar com azeite de oliva extra virgem, espalhar o alecrim picado, sal, pimenta e misturar bem
- Levar ao forno 180° até que estejam douradas e macias - cerca de 30 a 40 minutos
A sobremesa foi sorvete de baunilha com calda de chocolate, tudo feito em casa.
Os vinhos também estavam ótimos e harmonizaram muito bem com a carne.
SORVETE DE BAUNILHA

INGREDIENTES:
- 500 ml leite integral
- 1 fava baunilha
- 6 gemas
- 100 g açúcar
- 50 mL de creme de leite fresco líquido
PREPARO:
- cortar a fava de baunilha no sentido longitudinal e com o dorso da faca retirar todo o seu conteúdo
- ferver o leite com a baunilha e a fava
- descartar a fava (não jogar fora pois terá outras utilidades)
- bater gemas com açúcar como uma gemada até ficar bem branco
- aos pouco derramar o leite na gemada, misturando bem, com cuidado para não talhar as gemas
- levar ao fogo brando, mexendo sempre por cerca de 15 minutos até que engrosse um pouco e cubra o dorso da colher. Cuidado para não levantar fervura. A temperatura não deve ultrapassar 85°. Se o creme talhar, bater no liquidificador e coar
- retirar do fogo, acrescentar o creme de leite mexendo com o fouet
- esfriar sobre um bol com gelo, mexendo sempre e levar ao congelador por cerca de 1 hora ou mais, até ficar com as bordas congeladas
- bater na sorveteira por cerca de 20 minutos
- levar ao freezer por mais algumas horas antes de servir
DICA:
Depois de usar a fava de baunilha, lavar com água corrente e deixar secar. Você colocar esta fava dentro do pote de açúcar que ficará aromatizado; ou então secar levemente no forno e moer num moedor de pimenta ou de noz-moscada. Poderá usá-la em doces, bolos e sorvetes.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
CONFRARIA FEMININA DE VINHOS
Esta semana tive o privilégio de participar da Confraria Feminina de Vinhos. Fui convidada pela Marian Guimarães, uma das fundadoras do grupo. Foi o meu primeiro encontro com este grupo que já se reúne há cinco anos para degustar e conhecer novos vinhos. Sandra Zottis, enóloga, comanda as degustações, que geralmente ocorrem às cegas. Iniciamos com um exercício olfativo, cujo objetivo é melhorar o reconhecimento dos aromas. Muitas vezes você reconhece o aroma e não o identifica; outras vezes você jura que é uma coisa e é outra. Senti um maracujá, e era pêssego; às vezes, você acerta.
Esta degustação foi somente de vinhos tintos. Iniciamos com um sul-africano Glen Carlou feito predominantemente com uva syrah (94%), safra 2006. Inicialmente estava um pouco gelado o que prejudicou a percepção aromática a qual foi se revelando aos poucos, com aroma de frutas vermelhas e um tostado. Os taninos eram macios e apresentava uma persistência média. Um pouco alcoólico (14,5%) para meu gosto. É um vinho que custa R$ 116,00. Dei nota 84. Foi uma nota média no grupo.

Passamos ao segundo vinho que gostei bastante e achei que era do velho mundo, mas me enganei. Era um argentino, Brioso, da Susana Balbo, 2005. Este vinho tem um toque bordalês e é feito com várias uvas (Cabernet Sauvignon 65%, Malbec 15%, Cabernet Franc 10%, Petit Verdot 5%, Merlot 5%). É um vinho intenso, com aromas suaves de baunilha, caramelo, cerejas. Bem equilibrado no tanino e na acidez. Minha nota foi 90. Nota máxima no grupo. Tem 92 pontos no Robert Parker e ganhou medalha de ouro no Hyatt Wine Awards 2007. Acompanha bem carnes vermelhas, pato, cordeiro e custa cerca de R$ 150,00.
As uvas deste vinho são provenientes de parreiras de 20-30 anos, cultivadas a 900 metros de altitude, na região de Mendonza. A colheita é manual e o vinho amadurece 14 meses em barricas novas de carvalho francês. Ele pode ser guardado por até 15 anos.
Susana Balbo é uma das enólogas mais importantes da Argentina, com reconhecimento internacional, e uma das proprietárias da vinícola Dominio del Plata. Formou-se em enologia em 1981 e foi trabalhar em várias partes do mundo, Chile, Califórnia, África do Sul, França, Itália e Espanha, com o objetivo de conhecer melhor cada região. Na Argentina fez vinhos em muitas vinícolas, inclusive na Catena Zapata. A partir de 1999 conseguiu realizar o sonho de fazer seus próprios vinhos.
O terceiro vinho foi o meu preferido: o italiano Barolo da Prunotto, safra 2004, feito com a uva Nebiolo. Tem 14% de álcool e custa cerca de R$ 148,00. É um vinho intenso, aveludado e que está bebendo muito bem, mas pode ficar descansando na adega ainda por alguns anos. Tem boa persistência, bons taninos e acidez equilibrada. Senti um aroma de grama, um pouco herbáceo. Dei nota 92.
A Prunotto é uma vinícola de mais de um século na região de Alba, Piemonte. Teve sua primeira colheita em 1905 e Alfredo Prunotto foi um dos primeiros proprietários. Atravessou várias crises, mudando de mãos, mas o ideal de Alfredo sempre foi mantido. Hoje pertence à família Antinori. Possui 50 hectares de vinhedos nas melhores regiões do Piemonte e uma adega moderna.
A degustação terminou com o argentino Alfa Crux blend, 2003, produzido pelo O. Fournier. Feito com 50% de uvas Tempranillo, 40% Malbec e 10% Merlot e tem 14,5% de álcool. Este vinho recebeu 91 pontos na Wine Spectator. A garrafa que tomamos foi doada à confraria por um amigo da Marian.
Esta degustação foi somente de vinhos tintos. Iniciamos com um sul-africano Glen Carlou feito predominantemente com uva syrah (94%), safra 2006. Inicialmente estava um pouco gelado o que prejudicou a percepção aromática a qual foi se revelando aos poucos, com aroma de frutas vermelhas e um tostado. Os taninos eram macios e apresentava uma persistência média. Um pouco alcoólico (14,5%) para meu gosto. É um vinho que custa R$ 116,00. Dei nota 84. Foi uma nota média no grupo.
Passamos ao segundo vinho que gostei bastante e achei que era do velho mundo, mas me enganei. Era um argentino, Brioso, da Susana Balbo, 2005. Este vinho tem um toque bordalês e é feito com várias uvas (Cabernet Sauvignon 65%, Malbec 15%, Cabernet Franc 10%, Petit Verdot 5%, Merlot 5%). É um vinho intenso, com aromas suaves de baunilha, caramelo, cerejas. Bem equilibrado no tanino e na acidez. Minha nota foi 90. Nota máxima no grupo. Tem 92 pontos no Robert Parker e ganhou medalha de ouro no Hyatt Wine Awards 2007. Acompanha bem carnes vermelhas, pato, cordeiro e custa cerca de R$ 150,00.
As uvas deste vinho são provenientes de parreiras de 20-30 anos, cultivadas a 900 metros de altitude, na região de Mendonza. A colheita é manual e o vinho amadurece 14 meses em barricas novas de carvalho francês. Ele pode ser guardado por até 15 anos.
Susana Balbo é uma das enólogas mais importantes da Argentina, com reconhecimento internacional, e uma das proprietárias da vinícola Dominio del Plata. Formou-se em enologia em 1981 e foi trabalhar em várias partes do mundo, Chile, Califórnia, África do Sul, França, Itália e Espanha, com o objetivo de conhecer melhor cada região. Na Argentina fez vinhos em muitas vinícolas, inclusive na Catena Zapata. A partir de 1999 conseguiu realizar o sonho de fazer seus próprios vinhos.
O terceiro vinho foi o meu preferido: o italiano Barolo da Prunotto, safra 2004, feito com a uva Nebiolo. Tem 14% de álcool e custa cerca de R$ 148,00. É um vinho intenso, aveludado e que está bebendo muito bem, mas pode ficar descansando na adega ainda por alguns anos. Tem boa persistência, bons taninos e acidez equilibrada. Senti um aroma de grama, um pouco herbáceo. Dei nota 92.
A Prunotto é uma vinícola de mais de um século na região de Alba, Piemonte. Teve sua primeira colheita em 1905 e Alfredo Prunotto foi um dos primeiros proprietários. Atravessou várias crises, mudando de mãos, mas o ideal de Alfredo sempre foi mantido. Hoje pertence à família Antinori. Possui 50 hectares de vinhedos nas melhores regiões do Piemonte e uma adega moderna.
A degustação terminou com o argentino Alfa Crux blend, 2003, produzido pelo O. Fournier. Feito com 50% de uvas Tempranillo, 40% Malbec e 10% Merlot e tem 14,5% de álcool. Este vinho recebeu 91 pontos na Wine Spectator. A garrafa que tomamos foi doada à confraria por um amigo da Marian.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
HÁBITOS SAUDÁVEIS PREVINEM CÂNCER
Dia 4 de fevereiro marcou o Dia Mundial do Câncer. Nesta data, o Inca, Instituto Nacional do Câncer, lançou a publicação Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil, Alimentação, Nutrição e Atividade Física. De acordo com este relatório, muitas das doenças cancerígenas, particularmente do trato gastrointestinal (cerca de 60%), podem ser evitadas com hábitos saudáveis como alimentação balanceada, atividade física habitual e controle de peso. A obesidade é um dos fatores predisponentes ao câncer, assim como o tabagismo.
Entre algumas das propostas sugeridas, estão medidas simples de higiene, como o uso de água potável e conservação adequada dos alimentos; condições adequadas para um aleitamento materno prolongado; investimento em educação alimentar desde a infância, com a inclusão da disciplina de nutrição, alimentação e preparo dos alimentos no currículo escolar.
Há também uma proposta de restrição de propaganda de “fast food”, alimentos processados e bebidas açucaradas para crianças na televisão e outras mídias, o que vem de encontro ao que a Sociedade Brasileira de Pediatria está pleiteando há algum tempo.
Leia mais sobre o assunto nos portais do R7 e do Inca.
Entre algumas das propostas sugeridas, estão medidas simples de higiene, como o uso de água potável e conservação adequada dos alimentos; condições adequadas para um aleitamento materno prolongado; investimento em educação alimentar desde a infância, com a inclusão da disciplina de nutrição, alimentação e preparo dos alimentos no currículo escolar.
Há também uma proposta de restrição de propaganda de “fast food”, alimentos processados e bebidas açucaradas para crianças na televisão e outras mídias, o que vem de encontro ao que a Sociedade Brasileira de Pediatria está pleiteando há algum tempo.
Leia mais sobre o assunto nos portais do R7 e do Inca.
sábado, 30 de janeiro de 2010
MADRID FUSIÓN

Esta semana Madrid foi o palco do maior congresso gastronômico da atualidade, o Madrid Fusión. Desde 2003, este evento reúne os maiores chefs da atualidade e lá muitas das novidades são lançadas. Em 2005, Alex Atala apresentou uma aula-demonstração e foi reconhecido como um dos grandes chefs mundiais. Em 2007, foi o ano da disputa entre dois grandes chefs espanhóis, Santi Santamaria e Ferran Adrià. O primeiro, defendendo uma gastronomia mais pura, acusou Adrià de uso de substâncias químicas nos seus pratos. Brigas de ego à parte, cada um tem seu mérito.
Este ano, Adrià anunciou que fechará o El Bulli por dois anos, em 2012 e 2013. Necessita de uma pausa para rever o processo criativo. Luiz Américo, em seu blog no Paladar, escreveu muito bem sobre o perfil de Adrià. Vale a pena a leitura.
O blog Comidinhas, de Alessandra Blanco, está com ótima cobertura sobre o evento nas suas diversas postagens: a retirada de Ferran Adrià; os jantares; a visão de Alain Ducasse; entrevista com Grant Achatz, chef americano de 35 anos, que teve um câncer na língua, a qual foi parcialmente extirpada. Ele conseguiu superar esta deficiência e desenvolveu técnica própria de reconhecimento dos sabores.
Alessandra conta as novas experiências do Andoni Luiz Aduriz, chef do Mugaritz, restaurante com duas estrelas próximo a San Sebastian. Entre as suas inovações, o uso de uma solução com cal virgem para criar uma crosta nos vegetais, não é novidade para nós. Doce de abóbora com cal é um de nossos tradicionais doces, desde sempre. Em 2008, jantei no Mugaritz, adorei e fiz uma postagem.
O blog Comidinhas também entrevistou Ruth Reich, ex-crítica de gastronomia do The New York Times, ex-editora-chefe da revista Gourmet e autora do livro "Alhos e Safiras", onde conta como se disfarçava para jantar nos melhores restaurantes sem ser reconhecida. Livro que recomendo a leitura: muito divertido, agradável de ler e ótimo para férias (Editora Objetiva, 2006).
Comes e Bebes, blog de Marcelo Katsuki, relata com muito humor e detalhes todo o congresso, inclusive o mal estar físico vivido por ele e vários jornalistas brasileiros.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
BAR LA SANTA BIRRA

Élcio Appel , Marcelo Brum, Telma Souza e Sinara Pintarelli são os proprietários do novo bar de cervejas em Curitiba - La Santa Birra. Localizado em Santa Felicidade, numa casa tombada, o bar funciona para happy hour e aos sábados durante o dia, quando é servido um almoço especial.
O bar La Santa Birra tem como diferencial as cervejas artesanais OPA e uma grande variedade de outras marcas, inclusive importadas, em sua carta. O chopp Pilsen OPA é bastante leve, cristalino e de baixa fermentação; o Porter é um chopp escuro, mais intenso, com fermentação longa. O bar oferece ainda um chopp de trigo, branco, encorpado e menos translúcido, com aromas de banana e cravo bem interessantes.Todas as bebidas OPA são produzidos com matéria prima importada e sem aditivos químicos. Necessitam de refrigeração para sua conservação e o chopp tem um prazo de validade de somente 30 dias.
As cervejas OPA são criadas a partir da pasteurização do chopp, o que aumenta o prazo de validade. A do tipo Pale Ale é seca, de alta fermentação e acobreada; a Porter é escura, encorpada e com sabor intenso; a Weizen não é filtrada, é bem frutada e encorpada com malte de trigo e cevada; a Pilsen é leve e bem fresca. Há ainda uma sem álcool, em que o processo de fermentação é interrompido.
História e processo de produção
Há cerca de um ano, Élcio e Marcelo iniciaram em Curitiba a distribuição de cerveja e chopp artesanais da OPA Bier, produzidos em Joinville. A produção segue a Lei Alemã de Pureza (Reinheitsgebot) com maltes e lúpulos selecionados, preservando os verdadeiros sabores. A lei de Pureza, de 1516, permite apenas quatro ingredientes na elaboração da cerveja: água, malte de cevada, lúpulo e fermento.
Após a moagem dos grãos de malte, estes são misturados à água dentro de um tanque e submetidos a temperaturas diversas com o objetivo de transformar os ingredientes em diferentes açúcares: glicose, maltose e maltotriose (mosto da cerveja). Este processo chama-se Mosturação. O mosto é então clarificado -parte líquida é separada da sólida- e posteriormente fervido por longo tempo.
Na fervura, flores femininas de lúpulo são adicionadas e substâncias indesejáveis são eliminadas. Em seguida vem o resfriamento com incorporação de oxigênio estéril. Depois de frio, o mosto é transferido para tanques de fermentação juntamente com o fermento. Os açúcares se transformam em álcool e gás carbônico.
Serviço:
La Santa Birra
Av. Toaldo Túlio 227 – Santa Felicidade – Curitiba
Tel: 41 3042-7041
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
COMEMORAÇÃO DE ANO NOVO

A passagem de Ano Novo já se foi, mas os sabores do jantar ainda estão vivos na minha memória. Nada teria acontecido sem a colaboração de todos os convidados, seja com Champagnes, aperitivos ou com os pratos excepcionais que foram servidos. Os anfitriões colaboraram com uma terrine de foie gras, os vinhos e um queijo da Serra da Estrela vindo diretamente do “Antônio da Foz”, na cidade do Porto, enrustido em alguma mala. Tudo ficou perfeito neste jantar preparado a muitas mãos.
Terrine de alcatra de porco recheada com farinha de pistache, presunto San Daniela, envolta em gelatina de tomate e cozida a baixa temperatura. Vinha acompanhado de um creme muito suave de lentilha, molho balsâmico de ameixa e emulsão de mostarda. Prato delicado, nada pesado, tudo na medida.
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